“O aumento dos juros penaliza a recuperação da economia brasileira e afeta as perspectivas para o próximo ano. Contudo, não podemos descuidar da estabilidade e, nesse caso, a política fiscal precisa dar a sua contribuição através do controle dos gastos públicos. Isso é especialmente importante em um ano marcado por eleições e por eventos públicos, como a Copa do Mundo de 2014”, comentou.
Para ele, o aumento dos juros também reduz a possibilidade de investimos produtivos no Rio Grande do Sul, em função, sobretudo, da baixa confiança do empresário gaúcho, temoroso com a atividade econômica do Brasil.
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que os aumentos da taxa básica de juros estão freando o crescimento da economia brasileira. “Trata-se de um aumento equivocado, pois em 2013, enquanto os países emergentes devem registrar crescimento de 4,5%, o Brasil registrará um crescimento próximo de 2,5%. Isso é muito menos do que precisamos”, destaca a nota assinada pelo presidente da federação, Paulo Skaf.
“Essa política econômica não funciona mais. Se queremos resultados diferentes, precisamos fazer diferente. O Brasil precisa de um novo foco na política econômica: maior controle dos gastos, mais investimento público, mais concessões e menores taxas de juros”, acrescenta o texto
Entidades como Força Sindical e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro também criticaram a elevação, anunciada após reunião do Comitê de Política Monetária nesta quarta-feira.