Economia

Para Marchezan Jr., mínimo foi aprovado sob ameaças

Deputado federal acredita que proposta do PSDB, de R$ 600, também não passará no Senado

O deputado federal Nelson Marchezan Junior (PSDB), um dos quatro parlamentares do Rio Grande do Sul contrários à proposta de salário mínimo de R$ 545, afirmou que a aprovação de ontem na Câmara dos Deputados ocorreu sob pressão do governo, trocas de cargos e ameaças. Para ele, o mínimo de R$ 600, defendido pelo seu partido, também não passará no Senado. “Pelo que já foi demonstrado na Câmara, acho que não. A oposição é rara no Congresso e as formas pressão são muito fortes.”

O deputado entende que a votação maciça contra as propostas do PSDB e do DEM (de R$ 560) demonstra que as trocas de favores entre a base aliada representam um “negócio rentável”. “O governo atuou de forma truculenta e teve uma vantagem gigantesca”, criticou. O deputado disse ainda que o projeto aprovado do governo interrompe uma escalada de aumento real do mínimo que vinha ocorrendo há 16 anos.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), anunciou hoje duas emendas ao projeto aprovado ontem - uma fixando em R$ 600 o valor do mínimo e a outra retirando a autorização para que a presidente Dilma Rousseff conceda os reajustes dos próximos anos por decreto.

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