Economia

Paramount pede garantia de US$ 1,9 bi em ação sobre Warner Bros

Estúdios exigem fiança para cobrir perdas financeiras caso acordo seja adiado, enquanto estados buscam barrar compra bilionária

Doze estados entraram com ações judiciais para impedir a compra
Doze estados entraram com ações judiciais para impedir a compra Foto : Justin Sullivan / Getty Images via AFP / CP

Os estúdios Paramount exigem que os estados que se opõem à aquisição de sua concorrente Warner Bros. apresentem uma fiança de quase US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões) para cobrir as perdas financeiras geradas caso o acordo seja adiado, segundo documentos judiciais apresentados na segunda-feira (17).

Doze estados entraram com ações judiciais para impedir a compra, avaliada em US$ 110 bilhões (R$ 572,5 bilhões). Eles alegam que a aquisição do lendário conglomerado de Hollywood, financiada com recursos petrolíferos do Oriente Médio, reduziria a concorrência na indústria cinematográfica e resultaria na perda de empregos.

Oferta bilionária e preocupações da indústria

A Paramount é comandada por David Ellison, cuja família bilionária é aliada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A empresa lançou a oferta bilionária para assumir o controle de um conjunto de ativos que inclui a Warner Bros. Pictures, a CNN e o serviço de streaming HBO Max.

Os opositores da operação na indústria do cinema afirmam que a empresa resultante cortaria postos de trabalho em Hollywood e reduziria o número de filmes produzidos a cada ano. Grupos de mídia também temem que a independência editorial da CNN fique sujeita a interferências.

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Pressão e multa por atraso

A ação apresentada na segunda-feira reflete a pressão sobre a Paramount, já que será aplicada uma "multa por atraso" de US$ 7 milhões (R$ 36,4 milhões) por dia aos acionistas da Warner Bros. Discovery caso a fusão não seja concluída até 1º de outubro.

O processo busca proteger a Paramount desses custos, que, segundo a empresa, só se acumularão devido à disputa judicial em andamento.

Desdobramentos judiciais e ameaças

Se um juiz aprovar a medida em uma audiência na quarta-feira (19), a Califórnia e os outros onze estados, assim como o Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos, que também ajuizaram uma ação para bloquear a fusão, terão de arcar com o desembolso bilionário caso sua iniciativa judicial fracasse.

Na semana passada, Ellison ameaçou transferir a companhia para fora da Califórnia se o procurador-geral do estado, Rob Bonta, não negociasse um acordo para encerrar os processos. Bonta classificou a ameaça como "chantagem".

Aprovação de órgãos reguladores

O governo federal dos Estados Unidos, a União Europeia e o governo do Reino Unido já aprovaram a aquisição.

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