Economia

Participantes do G-20 discutem ações para promover confiança econômica

Uso de todos os instrumentos políticos disponíveis foi acordado para estimular confiabilidade

Participantes do G-20 discutem instrumentos para promover confiança econômica
Participantes do G-20 discutem instrumentos para promover confiança econômica Foto : Rolex Dela Pena / Pool / AFP / CP
Os países do G-20 acertaram neste sábado em Xangai, na China o uso de "todos os instrumentos políticos" disponíveis, incluindo estímulos monetários e orçamentais, para promover a confiança econômica, "preservar e fortalecer a recuperação" da economia. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa representa o Brasil no encontro.

Os ministros das Finanças das grandes potências que integram o G-20, reunidos nessa sexta-feira e no sábado, chegaram a acordo quanto ao uso de "todas as ferramentas políticas", que incluem ainda as reformas estruturais, tanto "individual como coletivamente", de acordo com o rascunho do comunicado final dos ministros das Finanças do G-20.

O texto destaca a necessidade dos grandes bancos centrais continuarem ou mesmo aumentarem as suas políticas "já ultra-acomodatícias". "As políticas monetárias apoiarão a atividade e a assegurar a estabilidade dos preços", mesmo que elas não consigam por si só conduzir "a um crescimento sustentável", refere o comunicado, cuja versão final será apresentada hoje à noite.

A política orçamental, que significa para os Estados um aumento das despesas públicas para consolidar a atividade, deverá ser implementada de forma "flexível", diz o projeto de comunicado.

Os ministros das Finanças do G-20 deram início ao encontro na sexta-feira, que ficou marcado pela existência de claras diferenças" entre os Estados-Membros, após uma intervenção violenta do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, contra as políticas de estímulo. Os estímulos orçamentais "perderam sua eficácia" e as políticas monetárias ultra-acomodatícias "poderão tornar-se contraproducentes", tendo em conta "os seus potenciais efeitos adversos", insistiu. As grandes potências devem concentrar-se nas suas verdadeiras tarefas, como as reformas estruturais, afirmou Schäuble.

Pelo contrário, vários membros do G-20, com os Estados Unidos e a União Europeia na liderança, levantaram as suas vozes em defesa de uma maior flexibilização monetária. 


Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio