De agosto do ano passado, quando a taxa estava em 12,5% ao ano, a Selic perdeu 5,25 pontos percentuais até chegar aos atuais 7,25% – uma queda equivalente a 42% – e renovou pela terceira vez o patamar de juro básico mais baixo da história do Copom, criado em junho de 1996.
Em nota divulgada logo após a término da penúltima reunião do Copom no ano, o colegiado de diretores do BC informou que a redução de 0,25 ponto percentual teve 5 votos a favor, enquanto três diretores optaram por manter a taxa nos atuais 7,5%.
O Copom explica que “considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional”, entende que “a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear”. A taxa entra em vigor nesta quinta-feira, com validade até a próxima reunião do Copom, em 28 de novembro.
Mesmo com a decisão, a remuneração dos novos depósitos em poupança mantém a atratividade. A avaliação é do vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Em maio deste ano, o governo definiu que, sempre que a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano, os novos depósitos renderão a Taxa Referencial (TR) mais 70% da Selic. Os depósitos anteriores a 3 de maio continuam a ser remunerados pela regra antiga (0,5% ao mês mais TR).
Segundo Oliveira, mesmo no caso das aplicações em poupança remuneradas pela nova regra, o rendimento ganha da maioria dos casos dos fundos de investimento. “A caderneta de poupança tem seu ganho garantido por lei e não sofre qualquer tributação, diferentemente dos fundos de renda fixa que têm tributação do imposto de renda sobre seus rendimentos, sendo maior a tributação quanto menor for o prazo de seu resgate, além de ter a taxa de administração cobrada pelos bancos”, explicou.