Segundo a socióloga Irene Galeazzi, que coordenou a pesquisa sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho da região metropolitana de Porto Alegre, de maneira geral, as mulheres enfrentam grande dificuldades e isso se evidencia no maior tempo de desemprego e menor remuneração. “A mulher fica em média 25 semanas sem emprego, já o homem 21”, diz Irene.
Ao assinalar alguns avanços e antigos problemas na guerra dos sexos, Irene destacou que 33,3% dos lares da Região Metropolitana são liderados por mulheres, em 1993 esse número era de 21,6.%. “É o maior índice deste o início das pesquisas, o que comprova que a figura do companheiro já não é tão presente na família”, avalia.
Outro número que chama atenção na pesquisa é avanço no rendimento feminino: as mulheres receberam, em 2011, 2,4% a mais do que o ano anterior, totalizando R$ 1.230,00, enquanto os homens tiveram aumento de 1,1%, para R$ 1.641,00. No entanto, a disparidade econômica ainda existe, a hora trabalhada feminina está em R$ 7,01 já o público masculino recebe R$ 8,52. “ A pergunta que sempre é feita é porque as mulheres recebem menos que os homens, se muitas vezes ocupam os mesmos cargos. Há quem pense que elas devem ficar no espaço doméstico e eles na esfera pública. Ainda é necessário avanços significativos”, resumiu a socióloga.