Economia

Pesquisa confirma dificuldades das mulheres no mercado de trabalho

Mulheres chefiam 33,3% dos lares, contra 21,6% registrados em 1993

Uma pesquisa realizada pela Fundação de Economia e Estatística, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social e divulgada nesta terça-feira confirmou que as mulheres gaúchas ainda estão atrás dos homens no mercado de trabalho. De acordo com o estudo, a presença do sexo feminino caiu de 50% em 2010 para 49,3%, em 2011.

Segundo a socióloga Irene Galeazzi, que coordenou a pesquisa sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho da região metropolitana de Porto Alegre, de maneira geral, as mulheres enfrentam grande dificuldades e isso se evidencia no maior tempo de desemprego e menor remuneração. “A mulher fica em média 25 semanas sem emprego, já o homem 21”, diz Irene.

Ao assinalar alguns avanços e antigos problemas na guerra dos sexos, Irene destacou que 33,3% dos lares da Região Metropolitana são liderados por mulheres, em 1993 esse número era de 21,6.%. “É o maior índice deste o início das pesquisas, o que comprova que a figura do companheiro já não é tão presente na família”, avalia.

Outro número que chama atenção na pesquisa é avanço no rendimento feminino: as mulheres receberam, em 2011, 2,4% a mais do que o ano anterior, totalizando R$ 1.230,00, enquanto os homens tiveram aumento de 1,1%, para R$ 1.641,00. No entanto, a disparidade econômica ainda existe, a hora trabalhada feminina está em R$ 7,01 já o público masculino recebe R$ 8,52. “ A pergunta que sempre é feita é porque as mulheres recebem menos que os homens, se muitas vezes ocupam os mesmos cargos. Há quem pense que elas devem ficar no espaço doméstico e eles na esfera pública. Ainda é necessário avanços significativos”, resumiu a socióloga.


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