Os preços do petróleo começaram a sessão em forte queda, que depois se acentuou ainda mais, acompanhando a onda de vendas nos mercados de ações. A decisão da S&P era esperada, mas muitos investidores veem o rebaixamento como uma confirmação de que a economia dos EUA está crescendo em um ritmo muito menor do que o esperado. "Isso coloca medo no mercado. Dá menos esperança de uma recuperação", afirma Carl Larry, diretor de derivativos de energia e pesquisa da Blue Ocean Brokerage. "Apesar da grande queda na semana passada (9,2%), nós acreditamos que as mínimas ainda não foram atingidas e que os preços devem se aproximar de US$ 80 esta semana", diz Jim Ritterbusch, diretor da Ritterbusch and Associates.
Os preços do petróleo já caíram mais de 15% desde o começo do mês, pressionados pelo crescente consenso que os países desenvolvidos estão em uma situação difícil. Sinais de uma frágil demanda por petróleo nos EUA, durante o pico da temporada de verão (no Hemisfério Norte), também desencorajaram os operadores de apostar em um aumento nos preços.
Segundo analistas do Bank of America-Merrill Lynch, uma nova recessão nos EUA pode fazer os preços do petróleo caírem para US$ 50 o barril, nível que não é registrado desde 2009. O petróleo Brent, visto como um indicador melhor da oferta e demanda global, pode recuar para US$ 80 o barril.
Mas os preços do petróleo podem se recuperar no longo prazo, com a forte demanda de países emergentes. Além disso, existe a possibilidade de o Federal Reserve dos EUA lançar outra rodada de estímulo monetário (QE3), após o rebaixamento do rating. As duas rodadas anteriores de afrouxamento quantitativo, que envolveram a injeção de bilhões de dólares na economia, foram vistas como positivas para commodities como o petróleo e o cobre, que são denominadas na moeda americana. As informações são da Dow Jones.