Economia

Petrobras conclui venda de participação da subsidiária de Biocombustíveis

Negócio estava previsto no programa de desinvestimentos que deve retirar companhia do mercado de biocombustíveis

Negócio estava previsto no programa de desinvestimentos que deve retirar companhia do mercado de biocombustíveis
Negócio estava previsto no programa de desinvestimentos que deve retirar companhia do mercado de biocombustíveis Foto : Vinícius Roratto / CP Memória
A Petrobras informou, nesta sexta-feira, que concluiu a venda da participação de sua subsidiária Petrobras Biocombustível S.A. (PBIO) na Guarani S.A. para a companhia Tereos Participations SAS. A compradora pagou US$ 202,75 milhões após o cumprimento de todas as condições precedentes previstas no contrato, assinado em 28 de dezembro de 2016.

A PBIO detinha 45,97% do capital da Guarani, que é uma das empresas líderes do mercado brasileiro de açúcar e etanol. “A empresa detém oito unidades industriais, sendo sete no Brasil, no estado de São Paulo (usinas Andrade, Cruz Alta, São José, Severínia, Mandu, Tanabi e Vertente, esta última com controle compartilhado com o Grupo Humus, que detém 50%), e uma na África, em Moçambique”, divulgou a estatal.

De acordo com a Petrobras, a Tereos é a terceira maior produtora de açúcar do mundo e com a compra passa a ter o capital integral da Guarani. “O grupo é especializado na transformação de matérias-primas em açúcar, etanol, álcool e amido, possuindo 42 unidades industriais na Europa, América do Sul, Oceano Índico, África e Ásia, com 24 mil colaboradores.”

A venda está incluída no programa de parcerias e desinvestimentos da estatal, que no biênio 2015-2016 alcançou US$ 13,6 bilhões. O Plano Estratégico/PNG 2017-2021 da companhia prevê a saída integral das atividades de produção de biocombustíveis. Como a venda de alguns ativos da Petrobras foi questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a estatal informou no comunicado que “o projeto faz parte das cinco transações que podem ter seus contratos assinados de acordo com a decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), conforme divulgado ao mercado e à imprensa”.

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