Em relação à Refinaria Riograndense, em Rio Grande, ele garantiu que a unidade deverá trabalhar com produtos especiais e de alto valor agregado, pois a unidade é de pequeno porte. “Trabalhamos para diminuir as importações de derivados e as vendas externas de petróleo bruto. O foco é agregar valor aos nossos itens de exportação e, para isso, precisamos de fornecedores ágeis e dispostos a pensar no médio e longo prazos”, disse Costa.
Segundo o diretor, a Petrobras mais que duplicará sua produção na próxima década. “Passaremos dos atuais 2,7 milhões de barris por dia para 6,4 milhões, até 2020. Atualmente apenas dois países superam essa quantidade, a Arábia Saudita e a Rússia. O Brasil estará entre os três maiores produtores mundiais”, garantiu.
O presidente em exercício da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, afirmou que o Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da entidade vem atuando em conjunto com o governo estadual para “quadruplicar a participação gaúcha nas compras regulares do Sistema Petrobras, elevando de 2% para um patamar mínimo de 8%, em 2015”. Segundo Petry, essa meta é viável pelo perfil do setor industrial no Estado e as tratativas continuarão para garantir a ampla inserção nos investimentos da estatal. “Temos qualidade, certificações internacionais e a tradição de fabricar produtos especiais sob encomenda”, salientou.