A nota da PF é a seguinte: “A Polícia Federal instaurou hoje inquérito para apurar a prática de crime de gestão fraudulenta por parte dos controladores do Banco Cruzeiro do Sul, com sede no Rio de Janeiro. Em dezembro de 2011, o Banco Cruzeiro do Sul, que está sob intervenção do Banco Central do Brasil e possui atualmente uma dívida de cerca de R$ 150 milhões, teria comprado por R$ 55 milhões o Banco Prosper, que estava descapitalizado e já não operava mais.”
Fundo Garantidor de Crédito não vai colocar recursos no Cruzeiro do Sul
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não colocou, até o momento, recursos no Banco Cruzeiro do Sul. E, segundo o diretor executivo do FGC, Antônio Carlos Bueno, não deverá fazê-lo. De acordo com ele, o banco não está com problema de caixa, mas de patrimônio. “Não houve socorro e o fundo está trabalhando para que não haja. E não haverá. Estou absolutamente confiante. Estamos fazendo um mecanismo onde a gente consiga afastar o risco das pessoas e das instituições”, disse em entrevista coletiva.
Bueno informou que apenas após uma auditoria será possível conhecer o real valor da “insubsistência” apontada pelo BC. Ele ressaltou, no entanto, que o banco está com dinheiro em caixa e com liquidez. “Quem era dono do banco, que são os acionistas do banco, perderam o patrimônio. Mas todo o dinheiro que estava ali, com os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), as carteiras de crédito, estão todas lá funcionando. Banco tem de ter é liquidez, é o dinheiro para pagar obrigação, o CDB dele e quem fez aplicação. E o banco tem o suficiente para fazer isso”, acrescentou.
De acordo com o BC, o Banco Cruzeiro do Sul é uma instituição financeira de pequeno porte que, em dezembro de 2011, detinha ativos que representavam apenas 0,22% do total dos ativos do sistema financeiro e 0,35% dos depósitos.