Os números são muito piores que a expectativa média dos analistas, de uma contração de 0,4%, e agravam a recessão do conjunto do bloco, que havia sido de 0,1% no período julho-setembro. Trata-se do terceiro trimestre consecutivo de recessão da Eurozona. Os economistas definem a recessão como dois trimestres consecutivos de contração do PIB.
As maiores economias do bloco terminaram com crescimento negativo no quarto trimestre: Alemanha (-0,6%), França (-0,3%), Itália (-0,9%), Espanha (-0,7%), Holanda (-0,2%) e Áustria (-0,2%), Grécia (6%) e Portugal. O PIB de Portugal, um dos países mais atingidos pela crise da dívida, teve uma queda trimestral de 1,8%, o dobro em relação ao trimestre anterior (-0,9%). Já a Alemanha foi perdendo dinamismo ao longo de todo o ano passado devido ao freio nas exportações, seu principal motor, provocado pela desaceleração econômica geral.