O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul caiu 1,5% em 2012 em termos de volume. Porém, considerando os preços como variável além da quantidade, houve uma evolução de 5,3% da taxa, embora a agropecuária e a indústria tivessem decrescido 3,8% e 1,8%, respectivamente. Enquanto isso, a atividade de serviços cresceu 8,5%, com melhor desempenho no ano. Os dados municipais, divulgados nesta quinta-feira em todo o Brasil, foram apresentados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), em Porto Alegre, que fez estimativas, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mostrando as especificidades do Estado, o economista da FEE Vinícius Fantinel observou que os números são apresentados sempre com a defasagem de dois anos, após os ajustes. Ele disse que a queda de 1,5% na comparação entre 2011 e 2012 no PIB real se deveu, basicamente, ao baixo desempenho da agropecuária, que amargou queda de 28,1%. Já o recuo da indústria ficou em 2,1%. Por outro lado, o setor de serviços cresceu 2,4% no período.
Porto Alegre foi o município que apresentou maior participação no PIB: 17,29%. A Capital ficou em sétimo lugar no âmbito nacional. Das 497 cidades gaúchas, 265 (53,43%) registraram crescimento superior à média do Rio Grande do Sul. Já em 231 (46,57%) o desempenho foi menor. Entre eles, 142 tiveram taxas negativas. No crescimento relativo, Muçum obteve o melhor resultado em 2012: 50,9%. Segundo Fantinel, a cidade do Vale do Taquari teve esse desempenho por causa da indústria calçadista e do couro. Ele explicou que as vantagens foram para locais que não dependem exclusivamente do agronegócio.
Canoas foi o município que mais perdeu participação no PIB, apesar de ter se mantido como o terceiro na colocação geral. A queda tem relação com o desempenho negativo do refino do petróleo, atividade industrial mais representativa da cidade da Região Metropolitana. Em sexto lugar entre as dez maiores economias do Estado em 2012, Passo Fundo teve crescimento de 25,8% e chegou a passar de Triunfo, Novo Hamburgo e Pelotas. O grupo de cidades é responsável por 44,75% do PIB estadual.
Nas taxas nominais de crescimento, Porto Alegre foi um dos destaques (5,5%), assim como Rio Grande (9,4%). Com aumento, mas ainda inferior à média, estão Caxias do Sul (0,1%), Triunfo (2,3%). Este último se destaca no PIB per capita: R$ 230.483,69. Conforme o economista, o resultado se deve à indústria química.
Em contraponto, estão os municípios com menor PIB per capita. Caraá (R$8.296,92), Alvorada (R$ 8.599,33) e Redentora (R$ 9.336,67) estão entre eles.
PIB do Rio Grande do Sul registra queda de 1,5% em volume
Dados foram apresentados pela FEE em conjunto com IBGE nesta quinta-feira