Economia

PIB varia 0,4% no segundo trimestre de 2025, diz IBGE

Valor total do PIB no período foi de R$ 3,2 trilhões

Crescimento foi impulsionado principalmente pelos Serviços e pela Indústria (0,5%)
Crescimento foi impulsionado principalmente pelos Serviços e pela Indústria (0,5%) Foto : Marcos Santos / USP Imagens / CP

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, em comparação com o primeiro trimestre do ano, na série com ajuste sazonal. O valor total do PIB no período foi de R$ 3,2 trilhões. Por outro lado, a taxa de investimento foi de 16,8% do PIB, superando os 16,6% do mesmo período em 2024. Já a taxa de poupança atingiu 16,8%, mostrando um avanço em relação aos 16,2% do ano anterior.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelos Serviços (0,6%) e pela Indústria (0,5%). A Agropecuária teve uma leve retração de 0,1%. O desempenho da indústria foi puxado pelas Indústrias Extrativas, que registraram um forte avanço de 5,4%. No setor de Serviços, o destaque ficou por conta das Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,1%) e Informação e comunicação (1,2%).

Desempenho em relação ao 2º trimestre de 2024

Na comparação com o segundo trimestre de 2024, o PIB brasileiro registrou um crescimento robusto de 2,2%. Todos os setores apresentaram avanço: a Agropecuária liderou com um crescimento notável de 10,1%, impulsionado por safras recordes de produtos como milho (19,9%) e soja (14,2%).

A Indústria cresceu 1,1%, com destaque para o avanço de 8,7% nas Indústrias Extrativas (petróleo, gás e minério de ferro). Os Serviços também tiveram um bom desempenho, subindo 2,0%, com resultados positivos em todas as suas atividades, especialmente em Informação e comunicação (6,4%).

Análise da demanda

Em relação à demanda, o Consumo das Famílias cresceu 0,5% na comparação trimestral e 1,8% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo aumento da massa salarial e do crédito. A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) teve um avanço de 4,1% na comparação anual, devido ao aumento da importação de bens de capital e ao desenvolvimento de softwares.

No setor externo, as exportações de Bens e Serviços subiram 2,0% em relação ao ano anterior, enquanto as importações cresceram 4,4%, indicando um aumento nas trocas comerciais.

Veja Também

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio