O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que fechou o período até o dia 15 de fevereiro em queda, registrando variação de 1,04%, apresentou elevação somente em Porto Alegre, entre as sete capitais pesquisadas. A redução no âmbito geral do levantamento do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), foi de 0,29 ponto percentual em relação aos dados da semana anterior. Já na Capital, o indicador subiu de 0,93% para 0,99%.
O menor índice ocorreu em Recife, com 0,47%, e o mais alto ficou com São Paulo, que marcou 1,42%. A maior pressão foi exercida pelo segmento de Alimentação, que saltou de 1,22% para 1,75%, na última semana. "O aumento da dupla arroz e feijão chegou a 7,49%, sendo que o feijão preto subiu 9,36%, com forte impacto neste segmento", afirmou o coordenador do Ibre/FGV Porto Alegre, Márcio Fernando da Silva. O item Transportes também sofreu forte elevação, chegando a uma alta de 2,03% frente aos 1,56% registrados no período anterior. O outro quesito que pressionou a alta em Porto Alegre foi o de Educação, Leitura e Recreação, que atingiu 0,99%.
No item Transportes, a maior alta foi forçada pelo aumento na tarifa de ônibus urbano, que teve variação positiva de 1,89%. A gasolina foi outro fator que influenciou a elevação, com um índice de 2,58% e o álcool, com 10,54%. Dentro do segmento de Alimentação, houve aumento significativo em alguns hortigranjeiros, como o aipim, que subiu 65,40%, a vagem-comum, que teve seus preços reajustados em 48,22%, e a manga, que ficou 23,67% mais cara para o consumidor. porto-alegrense. O tomate subiu 4,81%. Já dentro de Educação, Leitura e Recreação, a pressão foi exercida, principalmente, pelos custos dos cursos de Ensino Superior, com variação de 2,35%.
Entre os fatores que puxaram para baixo o IPC-S de Porto Alegre estão os gastos com Vestuário, que tiveram redução de 0,46%. Também ficaram abaixo do índice médio os custos dos itens Habitação, que registrou alta de apenas 0,17%, e Saúde e Cuidados Pessoas, com 0,61%. No setor de alimentos, a alface apresentou queda de 6,31%.
Porto Alegre é a única capital que apresentou elevação no IPC-S
Alimentação, transportes e educação foram os componentes com maior aceleração