Economia

Porto Alegre continua com a cesta básica mais cara do Brasil

Segundo estimativa do Dieese, salário mínimo deveria ser de R$ 2.139,06

Porto Alegre continua com a cesta básica mais cara do Brasil. Em novembro, o aumento foi de 2,55%, conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quarta-feira. O conjunto de gêneros essenciais custa R$ 254,62 na Capital, valor quase R$ 20,00 maior do que o registrado em São Paulo (R$ 234,99). 

De acordo com o levantamento, 14 das 17 capitais pesquisadas apresentaram alta no preço. Fortaleza (6,97%), Goiânia (4,04%), Natal (3,71%) e Curitiba (2,81%) lideram a lista. Vitória acompanha Porto Alegre e São Paulo no ranking das cestas mais caras, com o valor fixado em R$ 227,81. O Rio de Janeiro registrou alta de 0,99%, subindo o valor da cesta para R$226,97.

Dos 13 produtos que compõem o conjunto de gêneros essenciais previstos para Porto Alegre, seis tiveram alta em novembro, com destaque para a batata (23,47%), o tomate (8,48%), o óleo (8,48%) e a banana (7,96%). Sete produtos registraram queda. Os principais recuos foram verificados no leite (-2,55%) e na farinha (-2,50%).

A variação no período do Real ficou em 282,03 %. O valor da cesta básica representou 59,52% do salário mínimo líquido, contra 58,04% em outubro e 62,60% em novembro de 2008.

Aracaju possui a cesta mais barata entre as capitais, R$ 167,87, seguido de João Pessoa (R$ 175,62) e Recife (R$ 175,91). Apesar do salto da cesta básica, o Dieese afirmou em relatório que não houve variações “muito generalizadas” no preço dos alimentos básicos. O único item que registrou aumento no preço em todas as capitais foi o óleo de soja, cuja demanda está em alta no mercado internacional. 

Os produtos mais baratos da cesta são o feijão (-46,18%), a farinha (-15,22%), a carne (-6,67%), o óleo (-4,66%) e o arroz (-1,08%). Os aumentos mais significativos foram registrados no tomate (72,24%), na batata (68,06%) e açúcar (58,40%).

Como a Constituição determina que o salário mínimo deve suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o brasileiro deveria receber R$ 2.139,06 em novembro, segundo estimativa do Dieese. O valor corresponde a 4,6 vezes o atual salário mínimo, que é de R$465.

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