Economia

Porto Alegre continua com a cesta básica mais cara do país

Preço da cesta apresentou queda em 16 das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Dieese

Porto Alegre segue com a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), conforme dados divulgados na manhã desta segunda-feira, apesar da queda de 6,78% em relação ao ano passado – o preço ficou em R$ 237,58 no mês de dezembro contra R$ 254,86 em dezembro de 2008. Contribuíram para a retração os preços do feijão (-40,02%), da carne (-9,47%), do tomate (-31,50%), da farinha (-19,13%), do arroz (-4,17%) e do óleo (-0,33%).

Das 17 capitais brasileiras pesquisadas,16 tiveram baixa no valor da cesta básica no mês de dezembro de 2009. A maior queda no preço ocorreu em João Pessoa, onde o valor da cesta ficou em R$ 170,63 - recuo de 14,92% no valor na comparação com 2008. A única que apresentou alta foi Belém do Pará, onde o pacote de produtos essenciais subiu 2,65%. São Paulo possui o segundo maior valor para a cesta básica, R$ 228,19, mesmo com a queda de 4,72% nos preços em relação a 2008.

Segundo a economista do Dieese Daniela Sandi a redução no preço da cesta básica foi ocasionada pela boa safra de arroz e feijão. No caso da carne, a conjuntura internacional teve impacto importante, sobretudo porque houve redução das exportações. Com isso, houve maior oferta no mercado interno barateando o produto.

Em comparação a 2008, o preço da cesta básica ficou bem mais em conta para o bolso do trabalhador, uma vez que naquele ano os 13 itens da cesta aumentaram de preço, resultando num aumento de 19,70%. No mês pesquisado, o salário mínimo necessário para um trabalhador adquirir a cesta básica, conforme cálculo do Dieese, foi de R$ 1.995,91, 4,29 vezes o valor do mínimo vigente no período, de R$ 465,00. Desde janeiro deste ano, o salário mínimo nacional é de R$ 510,00.

"Com o recuo no valor da cesta, o trabalhador compromete menos o salário, o que é positivo", salientou Daniela. Em dezembro, 55,54% do salário ser acomprometido com a cesta, percentual que foi 59,52% em novembro e chegou a 66,75% em dezembro de 2008. Para 2010, as perspectivas são de um mercado aquecido, por conta do reajuste do mínimo, do aumento da empregabilidade em função da retomada da produção. "Com esse cenário, poderá haver elevação no preço dos alimentos em função do aumento da demanda da população. Em contrapartida, outros itens devem cair, é o caso do açúcar."

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