Segundo a coordenadora da pesquisa, Ana Paula Sperotto, este leve aumento percentual do desemprego é típico para esta época do ano. De acordo com a pesquisa, o número total de desempregados foi estimado em 46 mil pessoas, duas mil a mais que o mês anterior. Esta elevação foi determinada pela redução do contingente de ocupados (-4 mil trabalhadores), concomitante à saída de pessoas do mercado de trabalho (-2 mil trabalhadores).
Em relação às outras capitais pesquisadas - São Paulo, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte e Salvador -, Porto Alegre tem o segundo menor índice de desemprego do país, empatado tecnicamente com Belo Horizonte, que registrou a menor taxa desemprego em 6,2%. Segundo o secretário do Trabalho, Pompeo de Mattos, os índices apresentados pela pesquisa demonstram que Porto Alegre se consolida cada vez mais como a capital da empregabilidade. “Demonstramos percentuais de desemprego melhores que países de primeiro mundo, mas estes números sempre nos trazem um desafio”, afirmou o secretário.
De acordo com o titular da pasta, é preciso compreender que percentualmente os índices são positivos, "mas se formos analisar, há 46 mil pessoas desempregadas e temos o dever de trabalhar para facilitar a inserção deste público ao mercado de trabalho e este objetivo só será concretizado através da qualificação profissional".
Setorialmente, os responsáveis pela redução do índice de ocupados em -0,6 foram a indústria de transformação, que registrou uma redução de 4 mil trabalhadores, e o comércio, com uma redução de 3 mil profissionais. Em contraponto, o setor de serviços registrou um acréscimo de 3 mil ocupados e a construção se manteve estável.
A pesquisa demonstra, ainda, que o comportamento em 12 meses foi o ponto que demonstrou maior variação positiva, passando do índice de desemprego de 7,0%, registrado em março de 2012, para os atuais 6,3%. Com relação ao desempenho anual, foi registrado ainda um crescimento na ocupação em 0,9% (+6 mil pessoas), e uma relativa estabilidade da População Economicamente Ativa (PED), que obteve um acréscimo de 1 mil trabalhadores.
A pesquisa é elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Fundação de Economia e Estatística (FEE), com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Fundo de Amparo ao Trabalhado (FAT) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).