Porto Alegre (R$ 789,77) tem a quarta cesta básica mais cara do Brasil em novembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A capital gaúcha só fica atrás de São Paulo (R$ 841,23), Florianópolis (R$ 800,68) e Cuiabá (R$ 789,98).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 538,10), Maceió (R$ 571,47), Natal (R$ 591,38) e João Pessoa (R$ 597,66).
Entre outubro e novembro de 2025, as quedas mais importantes ocorreram em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%), Palmas (-3,28%), Florianópolis (-2,90%), São Luís (-2,56%), Fortaleza (-2,35%), Aracaju (-2,20%), Rio de Janeiro (-2,17%), Curitiba (-2,12%) e João Pessoa (-2,01%). Já as elevações foram registradas em Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%).
Arroz e tomate
Entre outubro e novembro de 2025, o preço do arroz agulhinha caiu nas 27 cidades acompanhadas pela pesquisa, com variações entre -10,27%, em Brasília, e -0,34%, em Palmas. A baixa demanda do grão pelas indústrias, devido à menor comercialização, e a espera de políticas da Conab - principalmente, a compra de lote de arroz - colocaram a comercialização no atacado em compasso de espera. No varejo, o preço médio tem caído há alguns meses.
O preço do tomate diminuiu em 26 capitais, com variações entre -27,39%, em Porto Alegre, e -3,21%, em Boa Vista. Apenas Rio Branco (0,11%) registrou aumento no preço do fruto. A maior oferta, principalmente devido à maturação, reduziu o preço no varejo.
O valor médio do quilo do açúcar caiu em 24 capitais. As quedas mais expressivas foram observadas em Boa Vista (-6,22%) e Aracaju (-6,09%). Houve aumento em duas cidades: Macapá (4,75%) e Campo Grande (0,80%). Em Palmas, o preço não variou. A
queda de preços no varejo ocorreu devido à redução de preços no mercado internacional, à oferta por causa do período de safra e à menor demanda.
O mínimo necessário
Em novembro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 ou 4,66 vezes o piso mínimo nacional de R$ 1.518,00. Em outubro, o valor necessário era de R$ 7.116,83 e correspondeu a 4,69 vezes o piso mínimo. Em novembro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.959,31 ou 4,93 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.