Porto Alegre é a capital que tem a cesta básica mais cara do País. De acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre as capitais pesquisadas em outubro, o município apresentou maior valor do grupo de mantimentos básicos, custando R$ 248,29. Em São Paulo, o preço foi a R$ 230,03 e em Florianópolis, R$ 226,37.
A cesta ficou mais cara em 13 das 17 cidades pesquisadas pelo Dieese. Doze localidades apresentaram aumentos que vão de 0,06%, em São Paulo, a 2,37%, verificada em Belo Horizonte. Em Goiânia, o aumento foi muito superior ao das demais cidades, chegando a 9,20%, enquanto em Vitória (-0,64%), Manaus (-1,01%), Recife (-1,10%) e Fortaleza (-1,26%) ocorreram quedas no preço.
As capitais com a cesta básica mais barata foram Aracaju (R$ 168,15), Fortaleza (R$ 170,29) e João Pessoa (R$ 175,19). No acumulado de janeiro a outubro, a cesta ficou mais cara somente em Belém (+1,88%) e Salvador, (+ 2,37%). Natal (-14,03%), Fortaleza (-13,70%), Aracaju (-13,00) e João Pessoa (-12,65%) verificaram a maior queda no preço.
Os aumentos no valor da cesta foram puxados, principalmente, pela carne e o óleo de soja, que ficaram mais caros em todas as capitais pesquisadas. Em Goiânia, o preço da carne chegou a subir 10,78%, maior alta no país. Os preços do açúcar e do tomate subiram em 14 capitais.
Salário
Levando em consideração a cesta básica mais cara do país, verificada em Porto Alegre, e a determinação da Constituição brasileira de que o trabalhador deve ter uma renda suficiente para suprir as suas despesas e da sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo do brasileiro deveria ser de R$ 2.085,89 em outubro, ou seja, 4,49 vezes maior que o mínimo em vigor – R$ 465.
O Dieese também divulgou que o trabalhador que ganha um salário mínimo por mês precisou trabalhar 96 horas e 23 minutos para comprar a cesta básica. Em setembro de 2008, era necessária uma jornada de 106 horas e 37 minutos.
Com informações do R7.
Porto Alegre tem a cesta básica mais cara do País
Segundo Dieese, salário mínimo deveria ser de R$ 2.085,89 para suprir necessidades