A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de outubro em Porto Alegre foi a segunda maior do País, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Capital apresentou taxa de 0,33%.
Porto Alegre perdeu apenas para Goiânia, que teve a maior variação, 0,96%, impulsionada pela alta da energia elétrica residencial (6,08%) e da gasolina (4,78%). A menor variação (-0,15%) foi registrada em São Luís e Belo Horizonte. Na primeira, a influência veio da queda no arroz (-3,49%) e na gasolina (-1,24%). Já em Belo Horizonte, destacam-se as quedas na gasolina (-3,97%) e na energia elétrica residencial (-2,71%).
Na variação acumulada do ano, o índice em Porto Alegre ficou em 4,04%. Já naquela medida em 12 meses, a taxa foi de 4,59%.
Queda
Nacionalmente, a inflação no Brasil foi de 0,09% em outubro, 0,39 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,48% registrada em setembro. No ano, o IPCA acumula alta de 3,73% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,68%, abaixo dos 5,17% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
Em outubro, três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação negativa: Artigos de residência (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%). No lado das altas, as variações ficaram entre o 0,01% de Alimentação e bebidas e o 0,51% de Vestuário.
A queda de 0,30% do grupo Habitação foi motivada pela variação negativa de 2,39% registrada no subitem energia elétrica residencial, sendo o maior impacto negativo no índice de outubro, com -0,10 p.p. Tal movimento reflete a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, ao invés dos R$ 7,87.
Além disso, houve a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 19,56% em Goiânia (6,08%), a partir de 22 de outubro, 11,21% em Brasília (-0,69%), vigente desde 22 de outubro e 16,05% em uma das concessionárias em São Paulo (-3,17%) a partir de 23 de outubro.
Acumulando alta de 13,64% no ano, a energia elétrica residencial é o principal impacto no período (0,53 p.p.) e, nos últimos 12 meses, a variação é de 3,11% e 0,13 p.p. de impacto.
O grupo Vestuário (0,51%) apresentou a maior variação no mês de outubro, com destaque para as altas nos calçados e acessórios (0,89%) e na roupa feminina (0,56%).
No grupo Despesas pessoais (0,45%) o destaque é para o subitem empregado doméstico, que subiu 0,52% e o pacote turístico com alta de 1,97%. Ressalta-se que, indevidamente, não foi apropriada, em setembro, a variação do subitem conselho de classe, sendo registrada em outubro a variação de 0,58%, relativa ao acumulado dos dois meses.