Porto Alegre tem a terceira maior prévia da inflação entre os locais pesquisados no Brasil (0,35%), acima da média nacional no mês (0,19%). É o que mostra a pesquisa sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgada hoje pelo IBGE.
Em agosto, Porto Alegre só fica atrás de Recife (0,50%) e Fortaleza (0,48%). No caminho contrário, Salvador (-0,11%), Rio de Janeiro (-0,09%) e Curitiba (-0,03%) apresentam os menores índices.
O índice de 0,35% em agosto na Capital gaúcha supera os 0,17% observados em julho. No ano, a cidade tem elevação de 2,65% na prévia da inflação. Já nos últimos 12 meses, a subida é de 3,58%, abaixo da média nacional no período (4,35%).
Gasolina impacta alta nacional
A nível nacional, a maior variação e o maior impacto positivo vieram de Transportes (0,83% e 0,17 p.p), seguido por Educação (0,75% e 0,05 p.p.). Por sua vez, o grupo Alimentação e bebidas (-0,80% e -0,17 p.p) apresentou queda pelo segundo mês consecutivo. As demais variações ficaram entre o 0,09% de Comunicação e o 0,71% de Artigos de Residência.
No grupo Transportes (0,83% e 0,17 p.p), o resultado foi influenciado pela gasolina (3,33% e 0,17 p.p.) Em relação aos demais combustíveis (3,47%), etanol (5,81%), gás veicular (1,31%) e óleo diesel (0,85%) também apresentaram altas. Por outro lado, as passagens aéreas registraram queda nos preços (-4,63% e -0,03 p.p).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de julho a 14 de agosto de 2024 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de junho a 15 de julho de 2024 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.