Economia

Porto Alegre tem maior aceleração do IPC-S entre as capitais

Índice de Preços ao Consumidor Semanal teve deflação de 0,16%, segundo FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou aumento nas taxas das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na primeira semana de julho, em relação à semana anterior. O maior acréscimo foi anotado em Porto Alegre, que registrou deflação no período, mas teve uma redução de preços menos intensa do que na semana anterior.

“É como um carro que estava indo de marcha ré a 40km/h e agora está a 16km/h”, explicou o coordenador da Divisão de Gestão de Dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV em Porto Alegre, Marcio Fernando Mendes da Silva. Segundo a fundação, na semana de 30 de junho, a queda de preços na capital gaúcha foi de 0,40%. Já na semana de 7 de julho, a redução foi de 0,16%. Portanto, houve um aumento de 0,24 ponto percentual na taxa do IPC-S no período.

Os itens que comprometeram o desempenho de queda de preços foram os alimentícios, conforme Silva. “É o que mais pesa no índice. Passou de -1,12% para -0,39%", disse. Entre os gêneros estão as hortaliças, que passaram de -4,30% para -0,15, o aipim, que registrou alta de 34,63%, e o chuchu, com aumento de 24,93%.

Outras capitais que tiveram aumento na taxa, apesar de registrarem deflação, foram São Paulo (0,11 ponto percentual, ao passar de -0,26% para -0,15% de uma semana para outra), Salvador (0,10 ponto percentual, ao passar de -0,15% para -0,05%) e Rio de Janeiro (0,01 ponto percentual, ao passar de -0,19% para -0,18%).

As demais capitais registraram inflação (alta de preços), além do aumento na taxa: Brasília (0,12 ponto percentual, ao passar de 0,16% para 0,28%), Belo Horizonte (0,03 ponto percentual, ao passar de 0,07% para 0,10%) e Recife (0,01 ponto percentual, ao passar de 0,08% para 0,09%).

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