“É como um carro que estava indo de marcha ré a 40km/h e agora está a 16km/h”, explicou o coordenador da Divisão de Gestão de Dados do Instituto Brasileiro de Economia da FGV em Porto Alegre, Marcio Fernando Mendes da Silva. Segundo a fundação, na semana de 30 de junho, a queda de preços na capital gaúcha foi de 0,40%. Já na semana de 7 de julho, a redução foi de 0,16%. Portanto, houve um aumento de 0,24 ponto percentual na taxa do IPC-S no período.
Os itens que comprometeram o desempenho de queda de preços foram os alimentícios, conforme Silva. “É o que mais pesa no índice. Passou de -1,12% para -0,39%", disse. Entre os gêneros estão as hortaliças, que passaram de -4,30% para -0,15, o aipim, que registrou alta de 34,63%, e o chuchu, com aumento de 24,93%.
Outras capitais que tiveram aumento na taxa, apesar de registrarem deflação, foram São Paulo (0,11 ponto percentual, ao passar de -0,26% para -0,15% de uma semana para outra), Salvador (0,10 ponto percentual, ao passar de -0,15% para -0,05%) e Rio de Janeiro (0,01 ponto percentual, ao passar de -0,19% para -0,18%).
As demais capitais registraram inflação (alta de preços), além do aumento na taxa: Brasília (0,12 ponto percentual, ao passar de 0,16% para 0,28%), Belo Horizonte (0,03 ponto percentual, ao passar de 0,07% para 0,10%) e Recife (0,01 ponto percentual, ao passar de 0,08% para 0,09%).