Nesta edição, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Vestuário e Alimentação, cujas taxas passaram de 1,16% para 0,16%, e de 0,07% para -0,19%, respectivamente.
A análise deste resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Despesas Diversas; 4,71%, Saúde e Cuidados Pessoais; 0,55% e Educação, Leitura e Recreação; 0,37%.
Mostra também que se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Vestuário; 0,16%, Habitação; 0,13%, Comunicação; -0,01%, Alimentação; -0,19% e Transportes; -0,23%.
Inflação perde força em seis das sete capitais pesquisadas
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu 0,43% na primeira semana de junho, encerrada no último dia 7. A taxa mostra uma queda de 0,09 ponto percentual sobre a apuração anterior, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Das sete capitais pesquisadas, apenas Brasília apresentou acréscimo, passando de 0,4% para 0,42%. Embora as demais capitais tenham apresentado índices menores do que os do fechamento de maio, os aumentos mantêm-se mais altos em duas localidades: Salvador (de 1,01% para 0,78%) e Recife (de 0,86% para 0,75%).
No Rio de Janeiro, o IPC-S ficou em 0,4% ante 0,46%. Em Porto Alegre a alta foi bem menos intensa com 0,22% ante 0,4%; em São Paulo, 0,39% ante 0,43% e em Belo Horizonte, 0,35% ante 0,39%.
Dois dos oito grupos de despesas pesquisados tiveram redução na taxa com destaque para transportes (de -0,11% para -0,39%). Entre os motivos que levaram a essa queda estão os preços dos automóveis que caíram na média de 0,9% para 2,08%.
Em comunicação, também houve diminuição mais acentuada do que na última pesquisa (de -0,13% para -0,18%) e, nesse caso, o resultado reflete a queda da mensalidade de TV por assinatura (de 1,02% para 0%).
A maior taxa foi registrada no grupo despesas com alta de 3,63%, mas ligeiramente inferior à pesquisa passada (3,73%). Essa oscilação foi influenciada pela ração animal (de 1,02% para 0,05%). No grupo saúde e cuidados pessoais, a taxa passou de 0,7% para 0,54% com os preços dos medicamentos em alta de 0,67% bem abaixo da anterior (1,42%).
Em vestuário, o IPC-S subiu 0,65% ante 0,93% e no grupo educação, leitura e recreação (de 0,23% para 0,14%). Nesse grupo o destaque foi o valor dos ingressos em teatros e outras salas de espetáculos com variação de 0,44% ante 0,85%.
O único índice cuja elevação foi acima da apuração anterior foi o do grupo alimentação (de 0,61% para 0,76%), provocada pelo aumento de preços das hortaliças e legumes (de 6,26% para 10,23%).
Os cinco itens que mais influenciaram o IPC-S foram: cigarros (de 9,19% para 8,51%); tomate (de 14,57% para 27,18%); refeições em bares e restaurantes (de 0,67% para 0,72%); taxa de água e esgoto residencial (de 1,94% para 1,89%); aluguel residencial (de 0,67% para 0,7%).