Economia

Prefeita de Parobé teme queda na arrecadação após demissão coletiva na Azaleia

Presidente de sindicato diz que não se surpreende com medida e que funcionários terão mercado

Após o desligamento de 800 funcionários do setor de produção da unidade da Azaleia em Parobé, a prefeita de Parobé está temerosa. Segundo Gilda Maria Kirsch, a Azaleia responde por quase 50% da arrecadação do setor no município. Ela disse que vai buscar aliados para cobrar mais responsabilidade da empresa com o desenvolvimento do setor na região.

Conforme a prefeita, a companhia está direcionando suas unidades para países como Índia e Argentina, como forma de reduzir o pagamento de impostos. Gilda está em Brasília e pretende encontrar com o ministro da Indústria, Fernando Pimentel, para pedir apoio.

Sindicato não se surpreende

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Calçadista de Parobé, João Nadir Pires, lamentou o ocorrido, mas disse não estar surpreso com o comunicado. Segundo ele, desde que a companhia foi comprada pela empresa paulista Vulcabras, há cerca de três anos, ocorrem cortes de pessoal.

Pires garantiu que empresas calçadistas, como a Bottero, estão crescendo na região e têm condições de absorver a demanda gerada pelos desligamentos. Ele acredita que até mesmo as fábricas do município podem empregar os profissionais, devido à qualificação e experiência.

 O sindicato não vai abrir negociações com a Azaleia. O presidente afirmou que as rescisões estão sendo feitas de maneira correta e não há necessidade de intervenção da entidade. A companhia garantiu que vai manter os benefícios já concedidos aos funcionários durante os próximos três meses, como cesta básica, assistência médica e creche para as crianças já assistidas.

Empresa justifica medida

Por meio de um comunicado, a direção da Azaleia justificou a medida, alegando tratar-se de "penosa, porém necessária". Segundo nota, a decisão foi motivada pela necessidade de reduzir custos, além do pequeno aumento no volume de vendas, prejudicadas pela entrada de calçados importados no mercado interno e a perda de competitividade nas exportações.

Bookmark and Share

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio