Conforme a prefeita, a companhia está direcionando suas unidades para países como Índia e Argentina, como forma de reduzir o pagamento de impostos. Gilda está em Brasília e pretende encontrar com o ministro da Indústria, Fernando Pimentel, para pedir apoio.
Sindicato não se surpreende
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Calçadista de Parobé, João Nadir Pires, lamentou o ocorrido, mas disse não estar surpreso com o comunicado. Segundo ele, desde que a companhia foi comprada pela empresa paulista Vulcabras, há cerca de três anos, ocorrem cortes de pessoal.
Pires garantiu que empresas calçadistas, como a Bottero, estão crescendo na região e têm condições de absorver a demanda gerada pelos desligamentos. Ele acredita que até mesmo as fábricas do município podem empregar os profissionais, devido à qualificação e experiência.
O sindicato não vai abrir negociações com a Azaleia. O presidente afirmou que as rescisões estão sendo feitas de maneira correta e não há necessidade de intervenção da entidade. A companhia garantiu que vai manter os benefícios já concedidos aos funcionários durante os próximos três meses, como cesta básica, assistência médica e creche para as crianças já assistidas.
Empresa justifica medida
Por meio de um comunicado, a direção da Azaleia justificou a medida, alegando tratar-se de "penosa, porém necessária". Segundo nota, a decisão foi motivada pela necessidade de reduzir custos, além do pequeno aumento no volume de vendas, prejudicadas pela entrada de calçados importados no mercado interno e a perda de competitividade nas exportações.