Economia

Prefeitura tenta acelerar tramitação de revisão do IPTU na Câmara da Capital

Projeto precisa ser aprovado até o fim de setembro para que valha em 2018

Projeto precisa ser aprovado até o fim de setembro para que valha em 2018
Projeto precisa ser aprovado até o fim de setembro para que valha em 2018 Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
Correndo contra o prazo, a Prefeitura de Porto Alegre pretende garantir a votação do projeto de revisão da planta do IPTU até o dia 27 de setembro, data da última sessão antes do prazo final para que as novas tarifas possam valer a partir do ano que vem. Na segunda-feira, cinco comissões da Casa se reúnem para a votação de um parecer conjunto, incluindo a de Constituição e Justiça (CCJ).

O relator do parecer, Luciano Marcantônio, que é favorável ao projeto, explica que vai avaliar somente a constitucionalidade da proposta. A oposição, no entanto, deve pedir vistas. Vencida a etapa do relatório, a revisão da planta deve ser sancionada até 29 de setembro.

O líder do governo, Moisés Barbosa, considera solicitar a tramitação do projeto em regime de urgência. Ainda assim, não há garantias de aprovação. Entre os partidos da base, o PP, por exemplo, está dividido.

A vereadora Fernanda Melchionna (PSol) criticou a forma apressada com a qual o projeto foi enviado, considerando que o tempo é muito curto para a análise adequada de 430 páginas que causarão impacto financeiro sobre os cidadãos. A oposição na Câmara solicitou a atual planta para a Secretaria Municipal da Fazenda, mas ainda não teve acesso ao material. “Temos claro que os especuladores imobiliários deveriam pagar mais. Mas o projeto, ao contrário, não tem nada de função social e nos parece um tarifaço para penalizar as classes médias e os trabalhadores. Para isso, não vai contar com nosso apoio”.

A parlamentar discorda do argumento da Prefeitura de que a proposta vai resultar em justiça tributária. “Sobretaxar 59% dos proprietários imóveis não é realizar justiça em matéria de tributos”. A vereadora concorda com o aumento da isenção, mas ainda assim entende que o valor não é suficiente. Atualmente, não paga IPTU quem vive em imóveis de até R$ 15 mil. De acordo com o projeto do Executivo, o limite sobe para R$ 60 mil.

A bancada do PT questiona vários pontos do projeto, mas concorda com a aplicação de progressividade da alíquota. Ou seja, quanto mais central e mais caro for o imóvel, maior o valor do tributo. O partido vai elaborar emendas com o objetivo de moderar o aumento do imposto.

Em audiência ontem na Câmara, o secretário Leonardo Busatto destacou que 36% dos imóveis cadastrados em Porto Alegre estão registrado com valor estimado de venda simbólico, em menos de R$ 50 mil. Ele também reiterou que existem propriedades com valor venal milionário, com baixo IPTU lançado.

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