Economia

Presidente da Renault rejeita pedido de demissão de diretor

Companhia se envolveu em escândalo ao demitir executivos por caso falso de espionagem

Foto : PARIS (AFP)
O presidente franco-brasileiro da Renault, Carlos Ghosn, informou nesta segunda-feira ter recusado o pedido de demissão de seu número 2, o diretor-geral Patrick Pélata, após escândalo envolvendo ao menos três executivos demitidos erroneamente por terem supostamente vendido segredos da companhia. Ghosn disse à emissora TF1 que ele e seu diretor-geral, Patrick Pélata, devolverão seus bônus referentes a 2010 e que a montadora francesa revisará seus procedimentos de segurança em meio ao escândalo.

A aparição de Ghosn na televisão ocorre depois de a Renault ter pedido desculpas a três diretores demitidos por supostamente vender segredos sobre seu carro elétrico à China após ter surgido a informação de que a empresa pode ter sido vítima de fraude. Afirmando que os diretores demitidos poderão retornar à empresa ou serem compensados, Ghosn acrescentou que a Renault tomaria medidas disciplinares contra três funcionários da segurança envolvidos no escândalo.

A Renault demitiu em janeiro três executivos, afirmando publicamente que tinha sido provado que eles estavam  vendendo segredos sobre a tecnologia elétrica que poderia mudar a indústria automobilística.O governo francês tinha apontado o dedo para a China, o que resultou em uma furiosa negação por parte de Pequim. Ghosn e Pélata informaram nesta segunda-feira que encontrarão os diretores envolvidos e farão as "reparações" o mais rápido possível, depois de revelações segundo as quais a espionagem pode ter sido uma fraude.

O caso de suposta espionagem desembocou no domingo na abertura de uma ação por fraude contra um dos responsáveis de segurança do fabricante de automóveis francês, que foi detido. Um juiz de instrução abriu uma ação judicial contra Dominique Gevrey, o encarregado de segurança da Renault que deu origem às acusações de espionagem que levaram à demissão dos três executivos. Gevrey, detido na sexta-feira quando se preparava para viajar para a Guiné, foi interrogado por 48 horas pelos policiais da Direção Central de Investigações da França (DCRI). Em seguida, foi preso.

O caso da suposta espionagem industrial na Renault veio à tona no começo de 2011, com a suspensão e posterior demissão de três dirigentes após uma investigação interna iniciada a partir de cartas anônimas e cuja opacidade foi criticada pelos demitidos. A investigação se referiu ao programa de carros elétricos, no qual a Renault investiu 4 bilhões de euros junto com a associada japonesa Nissan.

Bookmark and Share

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio