Segundo os executivos, as empresas vão consolidar equipes de gestão e de administração e mudar a sede de lugar (em Dallas, Texas, sul dos EUA). "Vai haver racionalizações (do emprego), mas se observarmos as operações de ambas as empresas, elas têm rotas complementares: de fato dos 900 trajetos, somente 12 serão cortados. Por este motivo, não acreditamos que vamos ter problemas com os reguladores, já que a fusão vai oferecer mais opções aos clientes", afirmaram.
A fusão deve ser finalizada no terceiro trimestre deste ano. A próxima etapa é que American e US Airways façam um plano de reestruturação com detalhes da fusão e apresentá-lo ao tribunal do concurso de credores. Depois disso, obter autorizações administrativas. "As fusões nunca são fáceis, temos muito trabalho pela frente para a integração (de ambas as entidades) e para garantir que isso seja bem feito para os clientes."
Sobre a possibilidade de redução da remuneração dos pilotos, que seria um dos objetivos da apresentação da concordata da AMR, os executivos se limitaram a dizer que a operação de reestruturação criou "uma estrutura de custos muito competitiva e reestruturamos nosso balanço de contas para sermos capazes de ser uma empresa rentável, que será o caso após a fusão".
Gigante da aviação
Os conselhos de administração da AMR, matriz da American Airlines, e da US Airways aprovaram a fusão das duas companhias aéreas, o que deve criar a maior empresa do setor nos Estados Unidos e um gigante mundial. A aproximação das empresas marca provavelmente o fim de um ciclo de consolidação do setor aéreo americano, depois da fusão da Delta Airlines com a Northwest Airlines, assim como da United Airlines com a Continental Airlines e a da Southwest com a Airtran.
A agência antimonopólio e um tribunal de falências precisam aprovar a fusão, já que a American estava em concordata desde novembro de 2011. Segundo os termos do acordo acionário, os credores da American possuiriam 72% das linhas aéreas combinadas e a US Airways o restante.