O primeiro dia da 25 ª edição da maior feira de construção civil da região Sul do Brasil, a Construsul, foi marcado pelos corredores lotados nos pavilhões do Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) nesta terça-feira. Inicialmente previsto para julho, o evento segue até a próxima sexta-feira e deve movimentar, segundo o diretor de Relações Institucionais da Construsul, Paulo Richter, mais de R$ 1 bilhão em negócios.
Além disso, Richter aponta que a feira será marcada pelo debate sobre modelos construtivos industrializados, ancorado pela necessidade de retomada e reconstrução de casas e empreendimentos após as enchentes no RS. Ao todo, a Construsul possui mais de 300 empresas expositoras, tanto do Estado como de fora, e deverá receber cerca de 35 mil visitantes até sexta.
“Realizar esse evento já foi um desafio, tanto pelo espaço que foi atingido pela cheia como pelas empresas afetadas. Mas a construção civil é um mercado que pensa na frente. Ela não olha para amanhã, mas sim para 10 e 15 anos na frente. E todo ano a Construsul vem trazendo novidades para o setor. A minha estimativa é que passe de R$ 1 bilhão pois há muita necessidade de reconstrução de casas e empresas no RS. Também acho que a construção civil, até o final do ano e apesar da tragédia, terá bons números”, citou.
Ainda de acordo com Richter, a feira não será apenas uma vitrine de produtos e serviços, mas também uma oportunidade de renovação, contribuindo para compartilhar conhecimento e incentivar novos negócios. O objetivo é ajudar a reposicionar o setor em um caminho de crescimento sustentável. Com relação à edição do ano passado houve renovação de 20% dos expositores.
O acesso para visitantes é gratuito e o credenciamento para profissionais deve ser feito no site www.feiraconstrusul.com.br. Outro evento realizado durante a Construsul foi o 10º Seminário de Inovação e Tecnologia na Construção Civil (Itcon), promovido pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do RS (Sinduscon) de Novo Hamburgo e região dos Vales.
Conforme Anelise Gehlen Luvizon, presidente da entidade em Novo Hamburgo, as enchentes mostraram a urgência de repensar métodos construtivos no Estado. “Nosso setor tem o papel vital de criar cidades e sociedades que protejam comunidades e minimizem os danos à vida e ao patrimônio em eventos extremos. A inovação e a tecnologia são nossas aliadas nessa missão”, citou.