O lote mais caro é composto por 24 pulseiras, sendo uma em ouro, e cinco pendentes em ouro com diamantes e pedras. Esse lote pesa 244,65 gramas e tem lance mínimo fixado em R$ 11.580. Já o lote mais barato tem oferta mínima de R$ 96. A superintendente disse à Agência Brasil que os proprietários das joias têm preferência em participar da operação, podendo resgatar os bens até amanhã. “Eles têm até amanhã para renovar (os contratos) ou retirar suas joias”, declarou.
Nelma Tavares ressaltou que o penhor é a modalidade de crédito mais barata e ágil do mercado. Não há exigência de avalista, nem é feita pesquisa cadastral. ”Na verdade, (o penhor) é um crédito sem burocracia”. Basta a pessoa interessada ir a uma das agências de penhor da Caixa levando o bem que deseja penhorar, além da carteira de identidade, o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e comprovante de residência. “O crédito é disponibilizado na hora. Para uma emergência, sem dúvida é uma grande operação”.
Os juros também são baixos, disse a superintendente da Caixa: 2,4% ao mês. O limite mínimo de empréstimo por cliente é R$ 50,00 e o máximo atinge R$ 100 mil. O dinheiro emprestado corresponde a 85% do valor de avaliação do bem. Para clientes selecionados, com mais de um ano no penhor, sem registro de atrasos no pagamento, o limite do empréstimo pode alcançar até 130%.
No ano passado, a Caixa promoveu 12 leilões de joias no estado do Rio de Janeiro, envolvendo 135.040 contratos, sendo 27.323 leiloados. O recurso arrecadado com os leilões é aplicado em novas operações do sistema de penhor. Dados da Caixa mostram que no acumulado janeiro a novembro do ano passado, os empréstimos concedidos pela instituição, por meio do sistema penhor, totalizaram R$ 5,9 bilhões, em todo o país.