Nesta sexta-feira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, garantiu o empenho do Governo Federal em apoiar a recuperação econômica e a preservação de empregos no Rio Grande do Sul.
Durante uma reunião com o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Arildo Bennech Oliveira, e representantes do setor produtivo gaúcho, Alckmin enfatizou a prioridade em reerguer a indústria local, severamente afetada pelas inundações.
"Todo o empenho para a gente, rapidamente, recuperar a atividade da indústria e manter empregos na região. O presidente Lula tem colocado que não faltarão recursos para recuperar o Rio Grande do Sul", afirmou Alckmin. A reunião contou também com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Neri Geller.
Durante o encontro, a Fiergs apresentou um documento com propostas de apoio à recuperação industrial, destacando que mais de 90% da indústria local foi afetada pelas inundações. Alckmin informou que o aumento do crédito, uma das principais demandas da Fiergs, já está em tratativas, envolvendo o BNDES e o Ministério da Fazenda.
"Há de se definir a questão de juros, fundo garantidor e as linhas de crédito, que devem ser para tudo, desde capital de giro, recuperação de máquinas, equipamentos e prédios", explicou o vice-presidente.
Além disso, Alckmin mencionou o programa de Depreciação Acelerada, que deve ser sancionado nos próximos dias e poderá incluir medidas específicas para o Rio Grande do Sul. Esse programa visa reduzir o imposto de renda das empresas e a contribuição social sobre lucro líquido para estimular a renovação de máquinas e equipamentos.
Na área de comércio exterior, o ministro destacou ações como a suspensão de regras para importação de bens usados e a interrupção de prazos para empresas envolvidas em processos de defesa comercial. Também foram citadas medidas de flexibilização no Certificado de Origem e prorrogação dos prazos para exportações nos regimes de drawback.
"Um dos pontos altos da conversa foi garantir emprego. Crédito é o mais importante agora, para que as empresas possam manter funcionários, que são mais de 500 mil pessoas com carteira assinada", disse Arildo Bennech.