A produção industrial nacional recuou -0,5% em maio. Os números foram divulgados, nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, na passagem de abril para maio de 2025, houve queda em três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 25 ramos industriais pesquisados. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%).
Vale destacar também as contribuições negativas registradas pelos setores de produtos alimentícios (-0,8%), de produtos de metal (-2,0%), de bebidas (-1,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,7%) e de móveis (-2,6%).
Porém no acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor apresentou avanço de 1,8%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 25 ramos, 55 dos 80 grupos e 56,4% dos 789 produtos pesquisados.
Também houve crescimento na comparação com igual mês do ano anterior, com expansão de 3,3% em maio de 2025, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 25 ramos, 55 dos 80 grupos e 60,1% dos 789 produtos pesquisados. Maio de 2025 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21).
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (8,7%), veículos automotores, reboques e carrocerias (12,2%), máquinas e equipamentos (12,6%) e produtos químicos (6,8%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro, minérios de manganês e seus concentrados e gás natural, na primeira; automóveis, autopeças, veículos para o transporte de mercadorias e caminhões, na segunda; tratores agrícolas, máquinas para colheita, aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias e ferramentas hidráulicas de uso manual, na terceira; e herbicidas para plantas, fertilizantes químicos das fórmulas NPK, inseticidas e fungicidas (ambos para uso na agricultura), na quarta.
Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de metalurgia (6,7%), de produtos alimentícios (1,9%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (13,0%), de produtos têxteis (11,9%), de produtos do fumo (28,4%), de produtos de borracha e de material plástico (3,5%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (7,2%) e de bebidas (3,4%).