Três das quatro categorias de uso da indústria tiveram alta na produção, com destaque para os bens de capital (máquinas e equipamentos usados no setor produtivo), com avanço de 6,3%.
Os bens de consumo duráveis e os semi e não duráveis também tiveram altas, 3,6% e 2,9%, respectivamente. Já os bens intermediários, os insumos industriais para o setor produtivo, mantiveram a mesma produção de maio.
Na comparação com junho de 2012, houve alta de 3,1%. Aumentos na produção também foram observados nos acumulados do ano (1,9%) e dos últimos 12 meses (0,2%).
Resultado é bom, diz presidente do BNDES
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse considerar bom o resultado. "É relevante sublinhar que, considerando as circunstâncias todas, é um bom resultado, um excelente resultado para um mês em que houve um movimento forte da taxa de câmbio e maior incerteza no cenário internacional", disse Coutinho.
Coutinho disse ainda que o crescimento da economia americana, que avançou 1,7% no segundo trimestre deste ano, é uma boa notícia para os mercados, que já vinham reavaliando no mundo inteiro o impacto das mudanças no FED (Banco Central Americano), que fez um ajuste fiscal e causou ansiedade no primeiro semestre deste ano. "Os mercados sobrerreagiram de maneira muito nervosa", afirmou Coutinho.
Para ele, o momento é prematuro para traçar projeções para o Brasil, que pode manter um plano de investimentos independente de conjunturas. "Como no Brasil temos um conjunto de investimentos que não dependem de conjunturas, têm perfil de longo prazo, e correspondem a desequilíbrios e carências grandes de infraestrutura, esses investimentos, se estruturados de forma coordenada, têm a capacidade de gerar um ciclo de investimentos".
Sobre os desembolsos do BNDES, Coutinho afirmou que os feriados em decorrência da visita do papa Francisco podem deixar o resultado de julho abaixo do esperado, o que poderá ser recuperado em agosto.