O índice da produção industrial do Rio Grande do Sul apontou acréscimo de 1,9% em novembro em relação ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituro Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a sexta taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período ganho de 8,7%.
Apresentaram melhores resultados mensais o Estado de Goiás, com variação de 11,6%, Bahia, com 3,9% e Ceará, com 2,8%. Houve queda na produção industrial no Espírito Santo (baixa de 1,6%), Minas Gerais e Pará (ambos com recuo de 0,6%) e Paraná e Santa Catarina (ambos com queda de 0,1%).
Nos últimos 12 meses, foi observada a expansão de 8,0% para o total da indústria gaúcha, acima da média nacional (5,1%). Os maiores impactos positivos sobre o resultado global vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (45,8%), outros produtos químicos (36,0%) e veículos automotores (28,6%). Entre os oito setores que reduziram a produção neste indicador, máquinas e equipamentos, com queda de 17,2%, foi o que mais influenciou no resultado. Espírito Santo (21,3%), Goiás (10,9%), Amazonas (8,0%, mesmo índice do RS) foram as regiões que apresentaram melhores índices acumulados.
Na comparação com novembro de 2008, houve um "quadro generalizado de taxas positivas", com aumento da produção em 13 dos 14 locais investigados. Segundo observaram os técnicos do IBGE, "esse movimento evidencia não só a recuperação do setor industrial, num contexto de maior confiança no ambiente econômico, mas também a baixa base de comparação, em função dos ajustes de estoques ocorridos no final do ano passado". O único local que registrou queda ante novembro de 2008 foi o Pará (baixa de 6,5%).
No entanto, o indicador acumulado para os onze meses de 2009, as taxas foram negativas nos quatorze locais investigados, mas com todos apontando desaceleração no ritmo de queda frente aos resultados de setembro e outubro. Com quedas superiores aos -9,3% assinalados na média nacional, situam-se Espírito Santo (-18,1%), Minas Gerais (-15,7%), São Paulo (-10,4%), Amazonas (-10,1%) e Rio Grande do Sul (-9,4%). Nesses locais, fatores como a queda do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação, particularmente as commodities (minérios de ferro e produtos siderúrgicos) e o forte ajuste na produção de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos) e de máquinas e equipamentos, foram determinantes para o desempenho industrial.
Produção industrial cresce 1,9% no Estado, aponta IBGE
Nos últimos 12 meses, crescimento da indústria gaúcha ficou acima da média nacional