Economia

Produção industrial no País cai 0,9% em maio, aponta IBGE

Queda foi puxada pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias com redução de 11,7%

Produção de veículos automotores puxou queda na indústria em maio
Produção de veículos automotores puxou queda na indústria em maio Foto : Frederic J. Brown / AFP / CP Memória

A produção industrial do Brasil recuou 0,9% em maio, conforme revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. É o segundo mês seguido de queda na produção, que eliminou o ganho de 1,1% acumulado nos meses de março e de fevereiro de 2024.

Em relação a maio de 2023, a indústria recuou 1,0%, após avançar 8,4% em abril. Com isso, o setor industrial cresceu 2,5% nos cinco primeiros meses de 2024. No acumulado nos últimos 12 meses, o avanço foi de 1,3%, reduzindo a intensidade no ritmo de crescimento em relação ao resultado do mês anterior.

Entre as atividades pesquisadas, 16 das 25 apontaram recuo na produção. Aas influências negativas mais importantes foram assinaladas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,7%) e produtos alimentícios (-4,0%), com a primeira eliminando parte do avanço de 13,8% verificado no mês anterior; e a última marcando o segundo mês seguido de queda na produção, período em que acumulou perda de 4,7%.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos químicos (-2,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%), de produtos do fumo (-28,2%), de metalurgia (-2,8%), de máquinas e equipamentos (-3,5%), de impressão e reprodução de gravações (-15,0%) e de produtos diversos (-8,5%).

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Por outro lado, entre as nove atividades que apontaram expansão na produção, indústrias extrativas (2,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,9%) exerceram os principais impactos em maio de 2024, com a primeira eliminando parte do recuo de 3,2% registrado em abril último; e a segunda interrompendo cinco meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 4,2%.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (-5,7%) e bens de capital (-2,7%) assinalaram as taxas negativas mais elevadas em maio de 2024, com ambas revertendo os avanços registrados no mês anterior: 4,5% e 2,9%, respectivamente.

Os setores produtores de bens intermediários (-0,8%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,1%) também apontaram queda na produção nesse mês, com o primeiro acumulando perda de 2,1% em dois meses consecutivos de recuo; e o segundo interrompendo três meses seguidos de expansão, período em que acumulou ganho de 1,8%.

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