Para 2012, as projeções da produção industrial de sete instituições consultadas pela reportagem, incluindo os departamentos econômicos dos dois maiores bancos privados, Itaú e Bradesco, indicam quedas que variam de menos 0,5% a menos 2,2%. "Houve uma grande piora da indústria no último trimestre do ano passado, aí começou a melhorar, mas o problema é que despencou de novo", diz Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), no Rio.
Nos dados do IBGE, 95% do índice correspondem à indústria de transformação, a atividade manufatureira propriamente dita, e os outros 5% referem-se à indústria extrativa. Sílvia nota que a queda da indústria da transformação acelerou-se até maio. No primeiro trimestre, ela caiu 0,7% ante o último trimestre de 2011, na série livre de influências sazonais. Já no trimestre de março a maio, a queda em relação a dezembro, janeiro e fevereiro atingiu 1,5%.
A difusão da queda pelos setores industriais, que havia caído no início do ano, também voltou a aumentar a partir de março. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.