Economia

Produção industrial brasileira variou 0,7% em abril, aponta IBGE

Catorze dos 25 ramos industriais apresentaram avanço na produção

Produção industrial brasileira variou 0,7% em abril, aponta IBGE
Produção industrial brasileira variou 0,7% em abril, aponta IBGE Foto : Arquivo / Agência Brasil

Em abril de 2026, a produção industrial nacional avançou 0,7% frente a março, quarta taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 4,4%. Em relação a abril do ano passado, a indústria ampliou a produção em 2,7%, após avançar 4,4% em março. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta quarta-feira.

O acumulado do ano ficou em 1,7% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025. Nos últimos 12 meses, houve avanço de 0,7%. A média móvel trimestral em abril foi de 0,7%.

Na variação positiva de 0,7% da atividade industrial na passagem de março para abril de 2026, duas das grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

Vale destacar que, com esses resultados, a produção industrial se encontra 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambas crescendo pelo quinto mês consecutivo.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos de borracha e de material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).

Por outro lado, entre as onze atividades que mostraram recuo na produção, a de produtos químicos (-3,9%) exerceu a principal influência na média da indústria e eliminou parte do avanço de 4,5% verificado em março. Destaca-se também os impactos negativos dos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%) e metalurgia (-1,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens intermediários (1,5%) mostrou a maior expansão em abril e cresceu pelo quarto mês seguido, acumulando crescimento de 6,0%. O setor produtor de bens de capital (0,1%) também avançou neste mês, mantendo, desta forma, o comportamento positivo iniciado em janeiro de 2026 e acumulando ganho de 6,7% neste período. Por outro lado, os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) e de bens de consumo duráveis (-3,2%) registraram queda em abril de 2026. Ambos interromperam três meses consecutivos de expansão na produção.

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Média móvel foi de 0,7% no trimestre encerrado em abril

A evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou crescimento de 0,7% no trimestre encerrado em abril de 2026 frente ao nível de março, mantendo a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2025.

Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (1,2%) e bens de capital (1,2%) assinalaram as taxas positivas mais acentuadas no trimestre encerrado em abril. Bens intermediários prosseguiu com a trajetória ascendente iniciada em janeiro de 2026 e bens de capital marcou o segundo resultado positivo consecutivo, acumulando ganho de 3,3% neste período.

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,3%) também mostrou expansão no trimestre móvel encerrado em abril e permaneceu com a trajetória ascendente iniciada em julho de 2025. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (-0,2%) registrou a única taxa negativa e interrompeu dois meses seguidos de crescimento na produção, período em que acumulou avanço de 3,8%.

Frente a abril de 2025, indústria cresce 2,7%

Na comparação com o mesmo mês de 2025, a indústria expandiu 2,7% em abril, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, oito dos 25 ramos, 33 dos 80 grupos e 46,4% dos 789 produtos pesquisados. Abril de 2026 teve o mesmo número de dias úteis que abril de 2025 (20 dias).

Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,3%), indústrias extrativas (10,6%) e produtos alimentícios (3,2%). Coque e produtos derivados do petróleo foi impulsionado, em grande medida, pela maior produção de álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação e gasolina automotiva. As indústrias extrativas, por sua vez, tiveram grande impacto do avanço da produção de óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural. Já produtos alimentícios foi impulsionado pela expansão na produção de açúcar VHP, cristal e refinado, carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes e miudezas comestíveis de suínos secas, salgadas ou defumadas, rações e carnes de suínos frescas ou refrigeradas.

Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de produtos de borracha e de material plástico (3,8%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,4%).

Por outro lado, ainda na comparação com abril de 2025, entre as 17 atividades que apontaram redução na produção, produtos químicos (-4,5%) e máquinas e equipamentos (-7,0%) exerceram as maiores influências negativas. Em produtos químicos, as principais pressões negativas vieram dos itens fertilizantes químicos das fórmulas NPK, fungicidas para uso agrícola, inseticidas para usos agrícola, doméstico e industrial, polietileno linear, raticidas e outros defensivos para uso na agricultura, etileno não-saturado, desodorantes, tintas e vernizes para construção, polietileno de alta densidade (PEAD) e superfosfatos. Em máquinas e equipamentos, houve influência das quedas registradas por aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), máquinas para colheita, máquinas para limpeza e seleção de grãos e ventiladores e coifas (exaustores) para uso industrial.

Outros impactos negativos foram assinalados pelos setores de produtos de metal (-4,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%), outros equipamentos de transporte (-7,9%), celulose, papel e produtos de papel (-2,7%), metalurgia (-1,7%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,4%).

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