Economia

Produção industrial fica estável em novembro, aponta IBGE

Em relação a novembro de 2024, houve recuo de 1,2%

O acumulado no ano foi de 0,6% e o dos últimos 12 meses chegou a 0,7%
O acumulado no ano foi de 0,6% e o dos últimos 12 meses chegou a 0,7% Foto : José Paulo Lacerda / CNI / CP

Em novembro de 2025, a produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%), ou seja, estável, frente a outubro, na série livre de influências sazonais. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 9.

Em relação a novembro de 2024, houve recuo de 1,2%. O acumulado no ano foi de 0,6% e o dos últimos 12 meses chegou a 0,7%.

Na passagem de outubro para novembro de 2025, duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram recuo na produção.

Entre as atividades, a principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro de 2025, eliminando, dessa forma, parte do avanço de 3,5% verificado em outubro.

Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).

Por outro lado, entre as dez atividades que mostraram avanço na produção, o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu dois meses seguidos de recuo na produção, período em que acumulou perda de 22,6%.

Outras influências positivas relevantes vieram de impressão e reprodução de gravações (18,3%), de metalurgia (1,8%), de produtos de metal (2,7%), de produtos de minerais não metálicos (3,0%) e de máquinas e equipamentos (2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis recuaram 2,5%, anulando parte do crescimento do mês anterior, enquanto os bens intermediários caíram 0,6%, acumulando três meses seguidos de queda. Em contrapartida, houve avanço em bens de capital (0,7%) e em bens de consumo semi e não duráveis (0,6%).

| Foto: IBGE

Média móvel trimestral varia -0,1% no trimestre encerrado em novembro

A média móvel trimestral da indústria variou -0,1% no trimestre encerrado em novembro, interrompendo a sequência de resultados positivos. Nessa métrica, bens intermediários e bens duráveis recuaram, enquanto bens de capital e semi e não duráveis cresceram.

Na comparação com novembro de 2024, a produção industrial caiu 1,2%, com retração em três das quatro grandes categorias econômicas e na maioria dos ramos industriais.

Os principais impactos negativos vieram de derivados de petróleo e biocombustíveis e de veículos automotores, além de setores como metalurgia, químicos, madeira, bebidas, eletroeletrônicos, calçados e móveis.

Entre os destaques positivos estiveram indústrias extrativas e produtos alimentícios, além de farmacêuticos, papel e celulose e manutenção de máquinas.

Por categoria, frente a novembro de 2024, os maiores recuos ocorreram em bens de consumo duráveis (-6,2%) e bens de capital (-4,9%). Bens intermediários caíram 1,2%, enquanto bens de consumo semi e não duráveis tiveram leve alta de 0,1%, interrompendo uma sequência de quedas.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria cresceu 0,6%, com destaque positivo para indústrias extrativas, alimentos e máquinas e equipamentos.

Nesse período, bens de consumo duráveis (3,0%) e bens intermediários (1,7%) mostraram maior dinamismo, enquanto bens de consumo semi e não duráveis (-2,2%) e bens de capital (-1,0%) apresentaram queda.

| Foto: IBGE

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Industrial Mensal Brasil acompanha, desde a década de 1970, a evolução de curto prazo da produção real das indústrias extrativa e de transformação.

Em março de 2023, a pesquisa passou por uma reformulação metodológica, que atualizou a amostra de atividades, produtos e informantes, a estrutura de ponderação dos índices, o ano-base de referência e ampliou a cobertura regional com a inclusão de novas unidades da federação. As mudanças visam refletir melhor as transformações econômicas do país.

Os dados estão disponíveis no Sidra, e a próxima divulgação, referente a dezembro de 2025, ocorrerá em 3 de fevereiro.

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