A produção industrial do Brasil recuou 0,2% em julho de 2025, na série com ajuste sazonal, em relação a junho, com sete dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentando resultados negativos. Os números divulgados nesta sexta-feira.
As maiores quedas foram no Paraná (-2,7%), Bahia (-2,6%), Minas Gerais (-2,4%) e Pará (-2,1%). Em contrapartida, houve um crescimento notável no Espírito Santo, que subiu 3,1%, recuperando parte da perda de 5,6% do mês anterior. Outros estados que registraram alta foram Rio Grande do Sul (1,4%), Santa Catarina (1,1%), Rio de Janeiro (1,0%), Pernambuco (0,9%), São Paulo (0,9%) e Goiás (0,5%)
Comparação com julho de 2024
Na comparação com julho de 2024, a produção industrial nacional variou 0,2%. Oito dos 18 locais pesquisados tiveram resultados positivos. Os avanços mais expressivos foram no Espírito Santo (14,5%) e no Rio de Janeiro (10,4%), impulsionados pelas indústrias extrativas, principalmente petróleo, gás natural e minérios. Mato Grosso do Sul (7,4%), Pernambuco (4,5%), Santa Catarina (2,2%), Goiás (2,0%), Região Nordeste (0,8%) e Bahia (0,1%) também mostraram crescimento.
O resultado de julho interrompeu o crescimento no Paraná, que vinha de dois meses de alta. A Bahia e Minas Gerais, por sua vez, voltaram a recuar, e o Pará acumulou dois meses seguidos de queda, totalizando uma redução de 4,7%. Mato Grosso (-1,6%), Região Nordeste (-1,1%) e Ceará (-0,3%) também apresentaram índices negativos. O Amazonas manteve-se estável, com variação nula (0,0%).
Ainda em julho, a média móvel trimestral da indústria recuou 0,3% em relação a junho. Essa é a segunda queda consecutiva do indicador, que havia interrompido a trajetória de alta iniciada em fevereiro. Oito dos 15 locais pesquisados apresentaram taxas negativas, com destaque para Mato Grosso (-3,9%), Bahia (-1,6%), Pará (-1,3%) e Goiás (-0,9%). Os maiores avanços foram no Espírito Santo (4,2%), Pernambuco (1,9%) e Rio de Janeiro (1,4%).
No acumulado do ano, a produção industrial nacional cresceu 1,1%, com resultados positivos em 10 dos 18 locais pesquisados. Pará (4,9%), Espírito Santo (4,8%), Paraná (4,3%) e Santa Catarina (4,0%) lideram o crescimento. Em contrapartida, o Rio Grande do Norte (-18,5%) teve o recuo mais intenso.
No acumulado de 12 meses, a produção industrial cresceu 1,9%, mas 12 dos 18 locais pesquisados registraram menor dinamismo em relação ao mês anterior. As maiores quedas nesse período foram no Rio Grande do Norte (de -12,5% para -14,7%) e Mato Grosso (de 3,0% para 1,1%). Por outro lado, o Espírito Santo (de -0,7% para 0,6%), Rio de Janeiro (de -1,0% para -0,1%) e Mato Grosso do Sul (de 0,1% para 0,8%) tiveram os ganhos mais expressivos.