Economia

Produtos para ceia de Natal e Ano Novo sobem 8,5% nos supermercados

Mesmo assim, Agas projeta alta de 8,9% nas vendas nos estabelecimentos do Estado

A ceia de Natal e Ano Novo deverá ser mais cara neste ano. Segundo pesquisa da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), os consumidores vão encontrar, em média, os produtos típicos das festas com preços superiores a 8,5% na comparação com o ano passado. O grande vilão será a ave, que deverá ter alta de 14,7% neste ano. Além disso, as bebidas terão alta, como cerveja (8,9%) e refrigerantes (6,8%).

Mesmo assim, o presidente da Agas, Antônio Cesar Longo, projeta que o segmento terá crescimento de 8,9% neste final de ano. Para isso, os clientes deverão deixar cerca de 20% do valor recebido com o 13º nos supermercados. A expectativa é que sejam absorvidos R$ 1,64 bilhão dos R$ 8,2 bilhões que vão ingressar na economia do Rio Grande do Sul com o pagamento do benefício. Isso porque dos 20 itens que integram a ceia, 13 deverão ser comprados majoritariamente em supermercados.

Um dos destaques no comportamento dos consumidores será a compra de itens para a ceia e presentes. Esta postura já estava sendo constatadas nos últimos períodos de festa. Isso deve-se principalmente às facilidade e variedade de produtos. Longo destacou que quase 30% dos presentes serão comprados nos supermercados. Um exemplo é a projeção de vendas de caixas de bombons. Conhecidos como “presentes de última hora”, a Agas projeta que serão comercializadas cerca de 5,8 milhões de caixas (crescimento de 12% em relação a 2011), sendo que 1,5 milhão na véspera do Natal.

As champanhes e espumantes terão crescimento de vendas projetadas em 9,3%. Um detalhe importante deverá ser o aumento na venda do tipo Brut, em relação ao Moscatel, que teve o seu boom no ano passado. A projeção é que sejam comercializadas 4,9 milhões de garrafas. Outro produto que deverá ter grande venda é o tradicional panetone. Serão 3,6 milhões de unidades, representando crescimento de 20% em relação ao ano passado.

A pesquisa da Agas destacou ainda que mais da metade dos estabelecimentos realizará algum tipo de ação promocional. Longo aponta que 40% dos estabelecimentos pesquisados pretendem aumentar o número de funcionários temporários na comparação com 2011. Assim, deverão ser criadas 3,7 mil vagas, sendo que pelo menos 20% serão efetivados depois das festas. Mesmo assim, o resultado é insuficiente para suprir o déficit de mão-de-obra, estimado em 8 mil vagas. Longo acrescentou a importância de ser reduzir a idade mínima para 14 anos para o ingresso neste segmento de trabalho.

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