Economia

Programa da FGTAS e Agência da ONU para Refugiados vai proporcionar empregabilidade para migrantes no RS

Lançamento do Hub Rio Grande do Sul do Fórum Empresas com Refugiados ocorreu nesta terça, em Porto Alegre

Representantes da Acnur e FGTAS lançaram o projeto nesta terça, em Porto Alegre
Representantes da Acnur e FGTAS lançaram o projeto nesta terça, em Porto Alegre Foto : Paola Bello / Acnur / CP

A Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) lançaram, nesta terça-feira, na Biblioteca Pública do Estado, em Porto Alegre, o Hub Rio Grande do Sul do Fórum Empresas com Refugiados. A iniciativa busca impulsionar a participação do setor privado na contratação de pessoas refugiadas e migrantes no Rio Grande do Sul. Dados de outubro de 2024 do Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostravam que o Estado contava com 127,3 mil migrantes, refugiados e apátridas.

Com carteira assinada, são mais de 50 mil. O RS é também, por exemplo, a terceira unidade da federação que mais recebe migrantes venezuelanos, por meio da Operação Acolhida, programa de interiorização do governo federal. Ainda, é o quarto no país que mais contrata migrantes com carteira de trabalho assinada, concentrando 8% de toda a força de trabalho migrante no Brasil, segundo o diretor-presidente da FGTAS, José Scorsatto.

"Estas pessoas são uma mão de obra necessária para nós atualmente. Muitos vêm buscar uma vida nova, um horizonte para reorganizá-la, mas há muitas pessoas vítimas de perseguições em seus países, e veem a possibilidade da reconstrução aqui no Brasil e, principalmente, no RS. Então, ficamos felizes de poder recebê-los, como também inseri-los na cultura gaúcha, sem esquecer de suas raízes", destacou Scorsatto. Para o Oficial de Meios de Vida e Inclusão Econômica da ACNUR no Brasil, Paulo Sérgio de Almeida, a partir da adesão de uma empresa ao hub, em média as contratações de pessoas refugiadas aumentam em 62%, e o RS é o terceiro Estado a receber o hub, após Amazonas e Paraná.

Conforme ele, o principal objetivo desta iniciativa é oferecer apoio técnico e compartilhar boas práticas, para que empresas estejam melhor preparadas para acolher e sustentar a empregabilidade desta população. "É um Estado que tem oferecido muitas oportunidades, com uma demanda muito grande por contratações. Assim, entendemos que aqui seria um local para ser priorizado, e também dado o contexto de que várias empresas aqui já vinham se engajando conosco", comentou ele, citando especialmente a indústria, e de forma mais direta áreas como alimentos e construção civil, mas também comércio, serviços e agropecuária, como áreas demandadas a este público.

O representante da Acnur no Brasil, Davide Torzilli, salientou que o RS tem um histórico de excelente acolhida aos migrantes e refugiados. "Sem dúvida, estas pessoas encontram no Rio Grande do Sul sua nova casa. Então, parabéns ao povo gaúcho, às empresas e autoridades gaúchas por se engajar neste desafio", comentou Torzilli. Além do incentivo à contratação, o hub, que funcionará de maneira permanente, ainda produzirá dados e fará o monitoramento dos resultados.

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