A redução na estimativa de crescimento da economia ocorre no momento em que o País enfrenta efeitos da crise econômica externa. Na quinta-feira, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a economia ficou estagnada em maio (retração de 0,02%, na comparação com o mês anterior). Nos cinco primeiros meses do ano, ante igual período de 2011, houve expansão de apenas 0,85%. Neste ano, o BC espera que a economia cresça 2,5%, ante a estimativa anterior de 3,5%. Em 2011, a expansão do PIB foi de 2,7%.
A expectativa dos analistas para o crescimento da produção industrial também caiu, pela sétima semana seguida, ao passar de 0,1% para 0,09%, em 2012. Para 2013, a expectativa é de recuperação, com crescimento de 4,3%, ante 4,25% previstos anteriormente.
A previsão para a cotação do dólar ao final do ano segue em R$ 1,95, em 2012, e foi ajustada de R$ 1,94 para R$ 1,95, no fim de 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de 18,09 bilhões para 18,04 bilhões de dólares, neste ano, e de 14,78 bilhões para 13,75 bilhões de dólares, em 2013.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 35,55% para 35,5%, este ano, e mantida em 34%, no próximo ano.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em 65 bilhões de dólares, este ano, e ajustada de 71,06 bilhões para 70,8 bilhões de dólares, em 2013.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em 55 bilhões de dólares, em 2012, e em 59,5 bilhões de dólares, no próximo ano.