Economia

Protagonismo da indústria na transição energética é discutida em evento do Ilades em Porto Alegre

Autoridades do setor e do poder público discutiram estratégias voltadas ao meio ambiente em encontro pré-COP30

O Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Ilades) promove mais uma edição do encontro Diálogos Sustentáveis, com o tema "Protagonismo da Indústria na Transição Energética e Adaptação da Descarbonização da Economia". O evento é uma preparação antes da conferência COP30, que acontecerá em Belém (PA)
O Instituto Latino-Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Ilades) promove mais uma edição do encontro Diálogos Sustentáveis, com o tema "Protagonismo da Indústria na Transição Energética e Adaptação da Descarbonização da Economia". O evento é uma preparação antes da conferência COP30, que acontecerá em Belém (PA) Foto : Camila Cunha

O Instituto Latino Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Ilades) promoveu, na manhã desta quinta-feira, mais uma edição dos Diálogos Sustentáveis, desta vez com foco na descarbonização da indústria e seus aspectos no avanço da economia. O evento, pré-COP30, a Conferência do Clima das Nações Unidas, ocorreu na sede da Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre, com a presença de industriais, representantes do poder público e iniciativa privada. O Campeão de Alto Nível do Clima para a COP30, Dan Ioschpe, participou por meio de um vídeo.

Para o presidente do Ilades, Marcino Fernandes Rodrigues Jr., a indústria é protagonista neste processo, juntamente com a vocação do Rio Grande do Sul em manter parques tecnológicos de inovação. “As empresas estão trabalhando juntas, e vamos ter um mercado efetivo que pode financiar grande parte desta transição energética como um instrumento econômico e financeiro. No evento passado, falamos sobre o saneamento, e no próximo, falaremos sobre o agronegócio. Todos estão envolvidos, e este é um debate comprometido, sério e qualificado”, comentou ele.

Marcino também opinou que a conferência da ONU deveria ser, inclusive, no Rio Grande do Sul, para demonstrar a “força e resiliência do povo gaúcho”. O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, disse que o RS tem condições de demonstrar, na COP30, toda sua experiência nestas discussões ambientais, ressaltando também a recuperação gaúcha após as enchentes de um ano atrás, por meio do Plano Rio Grande.

“A porta de entrada do Rio Grande do Sul (no evento) é falar sobre o que passamos, como enfrentamos e como estamos hoje. A palavra do momento é resiliência, e estruturamos este plano não para ser algo de curto prazo, mas de longo prazo. É um plano de estado, não de governo, que se perpetuará ao longo dos anos. Não há como o poder público fazer isto sozinho, a sociedade precisa estar irmanada, seja por meio da indústria, do privado, órgãos de controle e a população”, disse ele.

Segundo Lemos, em junho, mês do Meio Ambiente, o governo do Estado deverá apresentar seu posicionamento diante da agenda do evento global, que ocorre em Belém em novembro. Para o vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ex-presidente da Fiergs, Gilberto Petry, o setor industrial brasileiro tem feito sua parte na transição energética.

“De modo geral, todas as empresas estão fazendo ações, gastando menos produtos que geram excesso de carbono na atmosfera. Mas isto tem que caber dentro do custo do seu produto. Acredito que a recuperação da indústria do Rio Grande do Sul está se dando dentro da disponibilidade de recursos que temos. Efetivamente, precisamos tê-los, e o esforço do gaúcho (para esta retomada) foi muito grande”, avaliou. Petry ainda disse acreditar que a indústria gaúcha deve voltar aos níveis pré-enchente dentro de quatro ou cinco anos. “Mas acho que estamos indo bem”, salientou.

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