Economia

Protesto por manutenção de usina reúne centenas de pessoas em Candiota

Este foi o segundo ato pedindo a continuidade do trabalho na usina Candiota III, que emprega milhares de pessoas no município

A manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira em frente a sede da usina
A manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira em frente a sede da usina Foto : Flávio Sanches /Especial CP

Colaboradores, empresários locais, políticos, sindicalistas mineiros, eletricitários, municipários, estiveram na manhã desta quarta-feira, em frente à portaria da usina Candiota III. Em um ato pacífico e suprapartidário, eles protestaram, protestando contra a situação, após o encerramento do contrato para o fornecimento de energia produzida no local. Esta é a segunda manifestação, em menos de dez dias, pela mesma causa.

Durante o evento, foi sugerido uma caravana de colaboradores e empresários do setor carbonífero até Brasília para pressionar o governo federal por uma alternativa que possibilite o funcionamento da usina até 2043 dentro da transição energética justa. Caso isto ocorra, cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos serão mantidos na região da campanha gaúcha.

Segundo o prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador, mais de mil pessoas participaram da iniciativa. "Demoramos 23 anos para conseguir esta usina, que estava em pleno funcionamento, com tecnologia moderna na geração da energia. É a mais moderna do Brasil e do mundo", opina. Ele lembra que em torno de 15% da energia do Estado é gerada em Candiota.

"É uma energia firme e barata. Nós atendemos todos os programas dos órgãos ambientais. Temos 12 estações de monitoramento da qualidade do ar. Nós somos muito vigilantes", garante. O prefeito destaca que há na cidade uma unidade de conservação do Bioma Pampa, onde são plantados 1,3 mil hectares de mata nativa para fazer a captura do carbono. "Buscamos uma transição energética justa. Interromper o funcionamento da usina neste momento significa muito desemprego", lamenta. Ele confirma que com o fechamento do local, são afetadas desde a estação do carvão mineral, localizada no Uruguai, até as fábricas de cimento, pois 42% do produto é oriundo das cinzas do carvão. "Eu acredito na sensibilidade das autoridades federais em uma nova medida provisória ou a derrubada do veto que permite o funcionamento da usina até o ano de 2043 ou 2050", observa.

O projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional, e vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu artigo 22, prevê um subsídio de R$ 25 bilhões às usinas termelétricas a gás, enquanto que as de carvão mineral, como é o caso de Candiota, não recebem o benefício . O contrato que estava vigente encerrou no último dia 31 de dezembro. "É a união de forças pela região e pelo Estado. Eu acredito na reabertura da usina até o ano de 2043 para a gente fazer uma transição energética justa", finaliza.

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