Economia

Quase dois milhões de gaúchos vivem abaixo da linha da pobreza

A reportagem da Rádio Guaíba conferiu como vive uma família que ganha menos de meio salário mínimo por mês

No Rio Grande do Sul, 1,8 milhão de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, com renda inferior a meio salário mínimo. Conforme estudo da Fundação de Economia e Estatística , metade dos pobres no Estado tem menos de 18 anos. Cerca de 40 mil famílias têm mais de quatro  filhos. A reportagem da Rádio Guaíba conferiu nesta sexta-feira como vive uma destas famílias. 

Ganhando em média R$ 150 por mês, a recicladora Vera Regina Stacntiz, 40 anos, tem de arcar com custos fixos, como água e luz, e sustentar os quatro filhos.

Vera Regina acorda cedo para levar os filhos à escola. Geralmente, os alimenta com pão, ou, na falta dele, com café preto. Depois, vai para o galpão de reciclagem localizado no Bairro Mato Grande, em Canoas. Lá, 21 mulheres trabalham reciclando, em média, 3 toneladas de lixo por mês. Para agüentar a jornada de aproximadamente 6 horas de trabalho a alimentação da maior parte das recicladoras é a mesma: feijão e arroz.

Quando se vive nesta situação, o material que é lixo para uns, vira preciosidade nas mãos de outros. Vaidosas, as recicladoras comemoram quando encontram itens como batom, perfume ou xampu. No galpão onde trabalha Vera Regina, as mulheres, em geral, possuem a mesma renda mensal. Algumas delas, no entanto, não obtêm sequer esta quantia. Ainda segundo a FEEE, 500 mil pessoas no Estado se situam na faixa de extrema pobreza, ou seja, com remuneração mensal inferior a R$ 88.

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