Economia

Queda na alimentação do domicílio tem impacto da safra e da demanda fraca

Segundo IBGE, famílias gastaram menos com alimentação em julho, pelo terceiro mês consecutivo

Segundo IBGE, famílias gastaram menos com alimentação em julho, pelo terceiro mês consecutivo
Segundo IBGE, famílias gastaram menos com alimentação em julho, pelo terceiro mês consecutivo Foto : Samuel Maciel / CP Memória
As famílias gastaram menos com alimentação em julho, pelo terceiro mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,50% em junho para um recuo de 0,47% no último mês, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Tem impacto da safra, mas também tem o componente da demanda. As pessoas estão segurando mais para comprar. Alimentação é algo que a gente precisa, mas a gente acaba comprando o que precisa prioritariamente. O consumidor troca a marca da massa que ele consumia pela outra marca mais barata", explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.

O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,12 ponto porcentual para o IPCA de 0,24% de julho.

Os alimentos para consumo em casa ficaram 0,81% mais baratos, com variações que foram desde uma queda indo de 1,80% em Goiânia até aumento de 0,06% em Brasília. Já a alimentação fora de casa aumentou 0,15% no último mês, resultado de variações como a queda de 0,32% na região metropolitana do Rio de Janeiro até o aumento de 1,71% em Goiânia.

Segundo o IBGE, a maioria dos alimentos ficou mais barato na passagem de junho para julho, como a batata-inglesa (-22,73%), leite longa vida (-3,22%), frutas (-2,35%) e carnes (-1,06%). Na direção oposta, as famílias pagaram mais caro pelo tomate (16,90%) e pela cebola (11,70%).

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