Economia

Queda no preços dos combustíveis puxa inflação para baixo em maio

Já os gastos com alimentos e habitação tiveram alta, segundo IBGE

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo Banco Central para controlar a inflação, perdeu força em maio, principalmente devido à queda nos preços dos combustíveis, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira. O indicador ficou em 0,47% - muito abaixo do 0,77% visto em abril. Os preços dos combustíveis sofreram um reajuste acentuado para baixo, após alta no mês passado.

De acordo com o IBGE, o litro do etanol teve queda de 11,34% em maio, após uma alta quase da mesma intensidade em abril. O litro da gasolina, por sua vez, também sofreu um reajuste acentuado para baixo em maio. O litro do álcool, com base em dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), recuou 15,69% em maio e começou junho ao preço médio de R$ 1,939 – quase R$ 0,40 mais barato que os R$ 2,30 do início do mês passado. A pesquisa de preços da ANP é feita em quase 9 mil postos do País e leva em conta os valores coletados entre os dias 29 de maio e 4 de junho.

Preços de passagens aéreas e de automóveis novos e usados também contribuíram para o menor resultado do grupo no mês. Além dos transportes, os grupos vestuário e saúde e cuidados pessoais também mostraram desaceleração em maio.

Já os alimentos apresentaram ligeira alta de abril para maio, com destaque para o tomate e o leite pasteurizado. Por outro lado, alguns produtos alimentícios tiveram queda de preço em maio, como frango inteiro, ovos, feijão preto e outros.

No grupo habitação o aumento na taxa de água e esgoto teve aumento, devido aos reajustes nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Salvador, além de Goiânia. O aluguel residencial também foi um destaque. Já nas despesas pessoais, houve alta principalmente devido ao aumento nos salários dos empregados domésticos.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos (R$ 545 a R$ 21,8 mil), qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do País, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados de 29 de abril a 27 de maio de 2011 (referência) com aqueles vigentes de 30 de março a 28 de abril de 2011.

Acumulado

Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,55%, pouco acima dos 6,51% vistos em abril. Com esse resultado, a inflação deixa ainda mais para trás a meta estabelecida pelo Banco Central – de 4,5%, com limite de variação de 2,5% a 6,5%.

As informações são do R7
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