Em Tóquio, o índice Nikkei 225 fechou em queda de 2,2%, aos 9.097,56 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,17%, aos 20.49057 pontos, no quinto recuo consecutivo. O índice Xangai Composto, da Bolsa da China, perdeu 3,8%, aos 2.526, 82 pontos, a maior queda em um único dia desde novembro de 2010.
A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, terminou o pregão em baixa de 3,8%, aos 9.178,03 pontos. Na Austrália, a Bolsa de Sydney encerrou com queda de 2,9%, aos 4.056,7 pontos.
No sábado, diversas bolsas também sofreram o impacto da crise. Dubai registrou sua maior queda desde fevereiro, com perdas de 3,7%. Em Tel-Aviv, o pregão foi suspenso logo depois da abertura. Mesmo assim, a bolsa local fechou com perdas de 6,8%, o pior resultado em 11 anos. No Cairo, a bolsa fechou em queda de 4,2%. Omã perdeu 1,9%, contra uma queda de 2,5% em Abu Dabi e no Catar. O Kuwait registrou perdas de 1,6%, o pior resultado em sete anos.
Europa opera em baixa
As bolsas da Europa também operam em baixa, mas sem o frenesi de vendas que dominou as bolsas asiáticas. A retomada do plano de compra de bônus por parte do BCE ajudou o sentimento do mercado e ao mesmo tempo encorajou a negociação dos títulos das dívidas italiana e espanhola, bem com as ações do setor bancário.
Por volta de 6h30min (de Brasília), o índice FTSE 100 da Bolsa de Londres recuava 1,07%. Em Paris, o CAC-40 estava em baixa de 1,45% e o índice DAX-30 da Bolsa de Frankfurt operava com declínio de 2%.
Os bônus alemães despencavam, graças à promessa feita pelo BCE na noite de domingo de implementar seu programa de compra de títulos. Nesta segunda-feira, o banco entrou no mercado comprando agressivamente papéis da Itália e da Espanha e os yields de ambos os países caíam dramaticamente.
Por volta de 6h10min (de Brasília), o yield do título italiano de 10 anos caía 48 pontos-base, para 5,60%, reduzindo o spread em relação ao bônus similar da Alemanha em 65,pontos-base, para 311 pontos-base.
O título espanhol de 10 anos apresentava yield em queda de 39 pontos-base, para 5,62%, com spread em relação aos papéis da Alemanha encolhendo em 56 pontos-base, para 312 pontos-base. As informações são da Dow Jones.