No fato relevante divulgado ao mercado, o banco discordou do entendimento da Receita, que aponta que a companhia deixou de recolher impostos relativos ao exercício de 2008, durante a fusão entre Itaú e Unibanco. Enquanto o Fisco sugere que deveriam ter sido realizadas operações societárias de natureza diversa, que teriam gerado um ganho tributável, o Itaú Unibanco rebate dizendo que o formato sugerido não tem respaldo nas normas das instituições financeiras.
O banco afirmou ainda que considera 'remoto' o risco de perda no processo, na avaliação dos advogados da empresa. Além disso, reafirma que as operações feitas em 2008 foram 'legítimas', aprovadas pelos órgãos da administração das empresas envolvidas e seus respectivos acionistas, e posteriormente sancionadas pelas autoridades competentes, tais como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central (BC) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Procurado, o Itaú Unibanco disse que não daria mais informações além das já divulgadas no fato relevante. A Receita Federal informou que não se manifestará sobre o tema por questões de sigilo fiscal. As ações preferenciais da Itaúsa, controladora do Itaú Unibanco, perderam 1,87%, a R$ 8,40, no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), enquanto as ações preferenciais do Itaú Unibanco caíram 2,01% a R$ 29,21.