Economia

Redução de repasse do Tesouro às elétricas pode impactar na conta de luz

Verba que era de R$ 13 bilhões passa para R$ 9 bilhões

Redução de repasse do Tesouro às elétricas pode impactar na conta de luz, indicou Mantega
Redução de repasse do Tesouro às elétricas pode impactar na conta de luz, indicou Mantega Foto : Valter Campanato/ Agência Brasil / CP
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou nesta terça-feira que a redução em R$ 4 bilhões no repasse do Tesouro Nacional para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) “provavelmente, está passando mais para a tarifa e menos à transferência do governo”. Com isso, o repasse do governo para a CDE diminuiu de R$ 13 bilhões para R$ 9 bilhões. Os números estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses pelo Ministério do Planejamento, que orienta a execução do Orçamento Geral da União.

"Não sei exatamente detalhes da CDE. Provavelmente, está passando mais para a tarifa e menos à transferência do governo. A luz já está precificada. As tarifas já aumentaram. Então, uma parte tem que ser custeada pelas tarifas, é normal, e uma outra parte é o Tesouro”, disse Mantega.

O relatório mostra que o governo teve que recorrer ao Fundo Soberano do Brasil (FSB) para reduzir a perda de receitas a R$ 7,041 bilhões e para impedir novo contingenciamento (bloqueio de verbas) do Orçamento, a equipe econômica diminuiu, no mesmo montante, a previsão de despesas obrigatórias, principalmente do auxílio à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cuja previsão de gastos foi reduzida em R$ 4 bilhões.

Merece destaque, no relatório, a redução da previsão oficial de crescimento da economia. A estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) caiu de 1,8% para 0,9%. Para a inflação, a estimativa oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 6,2% e, apesar da alta do dólar, o relatório prevê que a taxa média de câmbio fechará 2014 em R$ 2,29, sem mudança em relação ao documento. O relatório mostra que o governo teve que recorrer ao Fundo Soberano do Brasil (FSB) para reduzir a perda de receitas a R$ 7,041 bilhões e para impedir novo contingenciamento (bloqueio de verbas) do Orçamento, a equipe econômica diminuiu, no mesmo montante, a previsão de despesas obrigatórias, principalmente do auxílio à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cuja previsão de gastos foi reduzida em R$ 4 bilhões.


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