Economia

Reforma prevê aposentadoria aos 65 anos e mínimo de 25 anos de contribuição

Anúncio foi feito pelo secretário da Previdência, Marcelo Caetano

Anúncio foi feito pelo secretário da Previdência, Marcelo Caetano
Anúncio foi feito pelo secretário da Previdência, Marcelo Caetano Foto : Antônio Cruz / ABr / CP
A reforma da Previdência, detalhada nesta terça-feira pelo Ministério da Fazenda, prevê aposentadoria de 65 anos e mínimo de 25 anos de tempo de contribuição. O detalhamento foi feito pelo secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano. Se aprovado no Congresso Nacional, o projeto acaba com o fator previdenciário e com a fórmula 85/95 como regra de cálculo da idade para se aposentar, equivalente à soma de idade e tempo de contribuição.

Conforme o detalhamento da reforma da Previdência, a regra valerá para os contribuintes com idade inferior a 50 anos. Atualmente, as mulheres podem pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição e os homens, após 35 anos de trabalho. Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e do tempo de contribuição.

Caetano garantiu que a reforma respeitará os direitos adquiridos pelos trabalhadores. Segundo ele, mesmo as pessoas que não se aposentaram, mas que completarem as condições durante o processo de tramitação da PEC, não serão prejudicadas, porque valerá a data de promulgação. "Se um homem completa 35 anos de contribuição ao longo da tramitação da PEC, só depois que a reforma for promulgada passa a valer as novas regras", disse.

Idade mínima pode ser elevada conforme expectativa de vida 

Para o Caetano, a reforma é fundamental para o País e feita para durar muitos anos, sem necessitar de outras reformas ao longo do tempo. Embora a idade mínima seja de 65 anos na proposta, a regra poderá ser alterada automaticamente a depender da expectativa de vida do brasileiro, elevando assim esse teto mínimo, segundo Caetano.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica esses dados periodicamente. "Sobre regra permanente, em vez de fazer várias reformas em função do avanço da demografia, a PEC prevê uma possibilidade de ajuste automático para a idade de 65 anos. Se a expectativa de vida das pessoas começa a crescer, com o passar do tempo a idade da aposentadoria cresce junto. A periodicidade do ajuste depende da velocidade demográfica. De acordo com o (dado) atual, até 2060 deve haver dois ajustes", disse Marcelo Caetano.

Diário Oficial


A mensagem do presidente Temer que encaminhou a reforma ao Congresso foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira. A reforma da Previdência é uma das principais apostas do governo federal para tentar equilibrar as contas públicas. Em algumas oportunidades, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o déficit da Previdência em 2016 estava estimado em R$ 146 bilhões e que, se nada for feito, poderá ficar entre R$ 180 bilhões e R$ 200 bilhões em 2017.

Uma das dificuldades para a conclusão da proposta apresentada pelo Executivo foi a disparidade de expectativas de vida entre as regiões ou os estados brasileiros. De acordo com o IBGE, há, por exemplo, uma diferença de 8,4 anos entre a expectativa de vida em Santa Catarina (79 anos) e no Maranhão (70,6 anos). Na região Sul, a expectativa de vida (77,8 anos) é a maior do País. No Nordeste, ela é de 73 anos; e na região Norte, a mais baixa, o tempo médio de vida dos brasileiros é 72,2 anos.

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